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Como a inovação ajudou a Softys a superar a crise no mercado institucional

Vendas do segmento professional foram fortemente afetadas com a pandemia e as medidas de distanciamento social

Se, no mercado de consumo, a pandemia do coronavírus acelerou as vendas de papel tissue, no segmento institucional, a situação foi diferente. Com as medidas de distanciamento social, que fecharam comércios, escritórios e shopping centers, o setor foi fortemente afetado pela crise. Para driblar esses desafios no mercado professional, a Softys, maior fabricante de papel tissue no país, parte do grupo chileno CMPC, apostou fortemente em inovação de produto e de canais de venda, incluindo a venda por assinatura. “A jornada de inovação ajudou a passar pelo momento mais difícil”, afirma o diretor-geral da Softys Brasil, Luís Delfim.

Detentora de marcas como Elite, Babysec, Duetto, Sublime e Kitchen, entre outras, a Softys é líder no mercado latino-americano de higiene. Possui cinco fábricas no Brasil e tem capacidade para produzir 280 mil toneladas por ano de produtos localmente.

De acordo com Delfim, a agenda de inovação vem ganhando força dentro da empresa desde 2019 e, cada vez mais, a fabricante de tissue tem apostado no meio digital – processo acelerado com a pandemia. Naquele ano, a Softys Brasil deu início ao desenvolvimento de seu canal de comércio eletrônico. Em março do ano passado, lançou uma loja virtual própria, que, no final do ano, já respondia por quase 5% das vendas da companhia. Até 2023, a empresa prevê que o e-commerce represente 10% de suas vendas.

Luís Delfim – Diretor geral da Softys Brasil.

A organização também tem presença em marketplaces e é parceira grandes nomes do e-commerce. Recentemente, disponibilizou aos consumidores a possibilidade de comprar produtos de higiene por assinatura, ajustando o programa de acordo com a demanda. Por meio do Softys Fácil, é possível escolher uma cesta de produtos para receber em casa mensalmente, com desconto de 10%. Hoje, 12% dos compradores da loja virtual são assinantes do programa.

A Softys ainda ampliou o seu portfólio, trazendo para o mercado brasileiro a marca Noble. Composta por produtos mais econômicos, tem o objetivo de acompanhar os efeitos da pandemia na renda. “Muitos consumidores passaram a buscar uma alternativa mais barata”, observa Delfim. Para suprir essa demanda, a empresa passou a ofertar um papel higiênico de folha simples com 60 metros e um de folha dupla de 20 metros, com receita mais econômica, o que possibilita aplicar preços mais baixos.

Outra iniciativa adotada pela companhia, logo no início da Covid-19, foi a compra de máquinas para produção de máscaras protetivas. Hoje, os itens são fabricados em cinco países, incluindo o Brasil. Nos primeiros meses da atividade, 3 milhões de máscaras foram doadas aos serviços públicos em São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

Outra iniciativa que merece destaque no quesito inovação é a Softys Innovation Week, evento realizado anualmente que conta com palestras e atividades para funcionários e convidados. A edição deste ano ocorreu ontem, 15, de forma virtual, e contou com a participação do historiador israelense Yuval Noah Harari, um dos pensadores mais populares da atualidade.

2021 DEVE SER SEMELHANTE A 2020

A empresa não divulga dados financeiros no Brasil, mas no ano passado, seu faturamento avançou um dígito alto. Enquanto o consumo de papel higiênico teve “algum” crescimento, o papel toalha viu sua demanda subir com taxa mais acelerada. No segmento de personal care, as vendas de fraldas infantis também tiveram alta, apesar de o mercado não ter crescido. As vendas institucionais (B2B) foram afetadas negativas com as restrições das atividades comerciais.

A Softys esperava que este ano fosse um pouco melhor que o anterior. Porém, a segunda onda do coronavírus deve levar a um cenário parecido com o de 2020. Além disso, segundo Delfim, a pressão de custos é crescente e a cadeia de suprimentos continua desorganizada: faltam insumos em diferentes indústrias e existem problemas de acesso a produtos, como plástico e caixas de papelão ondulado. “Tivemos de buscar outros fornecedores, mas não tivemos ruptura”, conclui o executivo.

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