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Irani estuda novo ciclo de expansão

A próxima fase foca em uma nova linha de celulose adaptada, uma máquina nova de papel kraftliner e uma nova planta de embalagem

Investindo R$ 953 milhões em nove projetos aprovados dentro da Plataforma Gaia, que serão executados até 2024, a Irani Papel e Embalagem já trabalha na engenharia conceitual de um novo ciclo de expansão.

O presidente da companhia, Sérgio Ribas, disse, durante o “Investor Day”, que o crescimento desta nova fase terá foco na instalação de uma nova linha de celulose adaptada para a produção de embalagens de papelão ondulado, uma máquina nova de papel kraftliner e reciclado e uma nova planta de embalagem.

Antes de colocar esse projeto em prática, porém, a empresa pode vir a executar outros dois previstos na plataforma atual, ainda não aprovados pelo conselho de administração: a usina Flor do Mato e a expansão da produção de papel em Minas Gerais. Ambos estão em estudo e não tiveram estimativa de investimento divulgada pela Irani.

A companhia já previa a expansão em Minas, mas reavaliou o projeto para buscar aumento de capacidade instalada com retorno adequado. Como resultado, o ciclo em estudo projeta crescimento menor do que o inicial e melhor retorno.

O próximo projeto, segundo Ribas, vai focar tanto na expansão de capacidade tanto em celulose quanto papel. A empresa já possui uma linha de celulose, usada principalmente na confecção de sacos de baixa gramatura. O novo ciclo deve ser dedicado a uma celulose que confere maior rigidez ao papel, possibilitando o acesso da Irani ao mercado de embalagens mais rentáveis.

“Junto com ela vem uma nova máquina de papel. Queremos otimizar a unidade de Santa Catarina, que é bastante competitiva”, afirmou Ribas. Híbrida, a linha poderá fabricar kraftliner e papel reciclado, com capacidade de 12 mil toneladas por mês. “Se a alavancagem financeira permanecer baixa como imaginamos, os projetos podem ser levados a aprovação tão logo as engenharias estejam concluídas”, completou.

Dentro da plataforma Gaia, os primeiros cinco projetos aprovados demandarão cerca de R$ 883 milhões em investimento. Eles incluem a expansão da recuperação de químicos e utilidades na unidade de papel de Santa Catarina, expansão em embalagem e reforma da máquina de papel também em Campina da Alegria (SC), além da repotenciação de duas pequenas centrais hidrelétricas (Cristo Rei e São Luiz).

A fabricante ainda aplicará R$ 70 milhões em quatro projetos aprovados posteriormente, entre eles, a instalação de uma nova impressora de corte e vinco na fábrica de Indaiatuba (SP) e a automatização da planta.

Fonte
Valor Econômico
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