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Eldorado Brasil encerra o 4º trimestre com lucro líquido de R$ 641 milhões

O valor é seis vezes maior em comparação aos ganhos de 2019; companhia foi beneficiada pela melhora do resultado operacional

A produtora de celulose Eldorado Brasil terminou o quarto trimestre de 2020 com lucro líquido de R$ 641 milhões, valor seis vezes maior em comparação aos ganhos de 2019. A companhia foi beneficiada pela melhora do resultado operacional e pelo impacto positivo da variação cambial na linha financeira.

No acumulado do ano passado, no entanto, a empresa teve prejuízo líquido de R$ 108 milhões, refletindo o efeito líquido negativo de R$ 1,4 bilhão da variação cambial na dívida expressa em moeda estrangeira, que não possui efeito caixa.

Em 2020, a receita líquida da Eldorado atingiu R$ 4,4 bilhões, com crescimento de 4%, e o Ebitda (resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização) subiu 7%, para R$ 2,1 bilhões, com margem de 49%.

O principal desafio da companhia segue sendo a dívida líquida, que estava em R$ 6,78 bilhões em dezembro. No mesmo mês, a posição de caixa era de R$ 890 milhões.

A dívida bruta total da organização é de R$ 7,73 bilhões, dos quais R$ 5,6 bilhões vencem no curto prazo. A maioria desses compromissos se refere a linhas de crédito relacionadas à exportação, que normalmente são renovadas no vencimento. Porém, a fabricante de celulose ainda precisará arcar com o bônus de US$ 350 milhões (aproximadamente R$ 2 bilhões ao câmbio atual) emitido em 2016, com vencimento em meados de 2021.

Em nota, o diretor financeiro da empresa, Fernando Storchi, disse que “a empresa encerrou 2020 com geração de caixa livre de R$ 1,05 bilhão e com queda no nível de alavancagem, tendência que deve persistir nos próximos trimestres”.

Segundo a companhia, o custo caixa da produção de celulose no intervalo é considerado muito competitivo – o valor foi de R$ 555 por tonelada no quarto trimestre e R$ 591 por tonelada no ano.

A empresa produziu 1,77 milhão de toneladas de celulose no ano, com queda de 1% ante 2019, em virtude da parada programada na fábrica de Três Lagoas (MS) no primeiro trimestre. Em julho, registrou a maior produção mensal da história, de 163,5 mil toneladas.

Em 2020, o volume de vendas foi de 1,799 milhão de toneladas, uma queda de 5%. Mesmo assim, os estoques da companhia continuam abaixo dos níveis considerados adequados.

Cabe salientar que o controle da Eldorado Brasil é alvo de disputa entre as sócias J&F Investimentos e Paper Excellence (PE).

Fonte
Valor Econômico
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