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“A lâmina de cerâmica é o futuro”, diz gerente de vendas da Kadant

João Carlos Rabello esteve presente no último Painel Tissue Online, que abordou as tecnologias e avanços no processo de crepagem

João Carlos Rabello, gerente de vendas da Kadant, completou o time de especialistas presentes no último Painel Tissue Online, que debateu as tecnologias e avanços no processo de crepagem.

Na ocasião, um dos assuntos abordados foram os Raspadores de Yankee, que possuem grande importância nas características do produto acabado, bem como na preservação do cilindro. Assim, João opinou sobre de que forma buscar o equilíbrio entre esses dois pontos.

“Na verdade, é sempre um desafio buscar o equilíbrio, principalmente para o Crepador, que tem um papel essencial no processo e qualidade final do papel, como espessamento, alongamento, maciez, entre outros fatores. Por outro lado, o Crepador aplica uma alta pressão sobre uma lâmina metálica contra uma superfície também metálica do Yankee, o que é sempre um ponto de atenção. Então, conhecer a fundo as necessidades de processo, assim como as condições da máquina, coating, conceito de fabricação do Yankee, é fundamental para definição de um projeto consistente de Raspadores, que não tragam riscos a runnability da máquina, qualidade do papel e integridade da superfície do Yankee”, explicou.

Nesse sentido, para realizar um processo de crepagem da maneira correta, João afirmou que existem alguns componentes vitais. “Um porta-lâmina adequado para o processo que consiga contribuir com o abraçamento, distribuição de carga uniforme… Então, desde o princípio de definição de projeto, as características de operação e a manutenção são fundamentais. A Kadant, além de toda pesquisa e desenvolvimento em seus centros de tecnologia, nos últimos anos investiu muito em marketing de conteúdo, além de contribuir na capacitação de seus clientes com treinamentos e participações em seminários, focando realmente em compartilhar conhecimento em seus equipamentos e boas práticas de operação e manutenção”, ressaltou.

 

O Painel também discutiu a respeito de lâminas cerâmicas no processo de tissue, e João aproveitou para comentar qual o posicionamento dessa tecnologia no Brasil e na América do Sul. “É uma tecnologia muito consolidada lá fora, no Brasil ainda temos que quebrar alguns paradigmas. A lâmina cerâmica não busca meramente aumentar o tempo da lâmina em máquina, o payback de uma lâmina de cerâmica está baseado em consumo energético, aumento de produção, melhoria de qualidade e menores riscos para o yankee, porém, o seu desenvolvimento exige uma grande proximidade junto cliente para conhecer todo o processo, conhecer a máquina, o coating, entre outros – aí, o resultado é fantástico”, defendeu.

Nesse contexto, a Kadant tem uma linha bimetálica que João considera “um meio termo”. “Uma lâmina de aço carbono, com a mesma base das lâminas convencionais, porém, com uma liga especial na extremidade. Esta lâmina consegue obter um tempo de uso intermediário entre a lâmina de aço carbono e a lâmina cerâmica, sendo uma lâmina muita aceita no mercado, mas eu tenho certeza de que a lâmina de cerâmica é o futuro, é uma tendência. As empresas não vão fugir disso, aqui no Brasil talvez leve um pouco mais de tempo, mas isso vai se consolidar”, concluiu.

Confira na íntegra o Painel Tissue Online: Especialistas debatem tecnologias e avanços no processo de crepagem:

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