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Preço da celulose de fibra curta pode ter novo reajuste

O anúncio pelos produtores deve ser feito na reta final deste ano

Os seguidos reajustes no preço da celulose de fibra longa devem abrir espaço para mais um aumento na fibra curta na China. O anúncio pelos produtores deve ser feito na reta final deste ano. Se concretizada, essa será a terceira alta na cotação desse tipo de fibra no maior mercado mundial desde o mês outubro, consolidando a curva de recuperação das cotações, que, há mais de um ano, seguem abaixo do custo marginal da indústria.

Nessa quinta-feira, 10, a finlandesa Mëtsa Fibre reportou mais um aumento na celulose de fibra longa, subindo imediatamente os preços de referência a US$ 700 por tonelada (Mëtsa Pine) e US$ 710 por tonelada (Mëtsa Strong) na Ásia, de acordo com a Fastmarkets Risi.

Dessa forma, o spread entre fibra longa e curta, cujo preço líquido na China está em US$ 500 por tonelada, chega a US$ 200, valor bem superior à média história de US$ 80. Nesse nível de spread, segundo uma fonte, deve haver maior migração para a fibra curta e, por consequência, mais demanda e espaço para aumento de preço.

Os contratos futuros de fibra longa estão em alta desde o fim de outubro na bolsa de Xangai. O momento positivo se dá em virtude da combinação de restrição na oferta, receios quanto à menor disponibilidade de matéria-prima no futuro e falta de contêineres.

 

Após anunciar dois aumentos de preço na China desde o fim de outubro, a Suzano informou um novo reajuste, válido para Sudeste Asiático e Oriente Médio. O aumento é de US$ 50 por tonelada, o que faz com que o preço líquido nesses mercados chegue a US$ 550 por tonelada. A maior produtora de eucalipto do mundo comunicou a seus clientes, no fim de novembro, o reajuste do preço líquido na China a US$ 500 por tonelada. O novo valor inclui aumento de US$ 30 frente aos US$ 470 por tonelada atingidos no fim de outubro, quando um aumento de US$ 20 já havia sido aplicado.

Outras produtoras sul-americanas, como a Eldorado e a Klabin, também subiram para US$ 500 por tonelada o preço da fibra curta embarcada para a China desde o início de dezembro. No Klabin Day, Alexandre Nicolini, diretor da unidade de negócio celulose da companhia, afirmou que há “uma série de condições” que leva a acreditar em um ambiente de retomada gradual e firme do mercado entre o final deste ano e o primeiro trimestre de 2021. O executivo indicou que, além da expectativa de implementação do segundo reajuste na China, os preços podem subir também na Europa e na América do Norte. “Com a postergação do projeto Mapa da Arauco, 2021 deve ser um ano muito melhor do que 2020”, concluiu.

Fonte
Valor Econômico
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