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Klabin muda a realidade econômica de Ortigueira no Paraná

O investimento, de cerca de R$ 8,5 bilhões, apoiado pelo programa de incentivos estadual Paraná Competitivo, trouxe novos empregos, aumentou a arrecadação do município e gerou novos negócios para os setores do comércio e os serviços.

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Reprodução Google Imagens

“Esta transformação socioeconômica – não só de Ortigueira, mas de toda a região – é fruto da confiança num novo modelo de desenvolvimento, guiado pela segurança jurídica, a relação de maior consenso entre capital e trabalho e a certeza de que o poder público cumpre a parte que lhe cabe “, afirmou o governador Beto Richa.

A nova fábrica gera 1,4 mil empregos diretos e indiretos. Durante o pico das obras, que duraram 24 meses, cerca de 14 mil pessoas chegaram a trabalhar nos canteiros. O volume equivale a mais da metade da população do município, de 23 mil habitantes.

Durante anos, Ortigueira sofreu com a falta de oportunidades para emprego, baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e o êxodo para outras cidades. O município chegou a ter o dobro da sua população atual. “A Klabin é um divisor de águas para a cidade. Além de novas oportunidades de emprego, o comércio aumentou suas vendas e pequenos empreendedores ampliaram seus negócios”, ressalta o secretário municipal de Indústria, Comércio e Turismo, Daniel Fartura.

“O projeto vai trazer desenvolvimento econômico e social para a cidade nas próximas décadas”, diz Andrezza Oikawa, diretora-técnica da Agência Paraná de Desenvolvimento, que faz a prospecção de investimentos para o Estado.

Levantamento

A economia do município cresceu com os investimentos. Levantamento do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes) mostra que em 2012, quando começaram as obras da fábrica, havia 41 indústrias em Ortigueira, volume que subiu para 70 em 2014. Os dados tomam como base a Relação Anual de Informações (RAIS). Na mesma base de comparação, o número de estabelecimentos comerciais passou de 141 para 154, e de serviços de 80 para 91.

Investimento mudou perfil do emprego no município

A instalação da nova fábrica de celulose mudou o perfil de emprego em Ortigueira, até então concentrado na atividade agropecuária. O técnico em papel e celulose Antonio Batista Neto, de 22 anos, é um exemplo dessa transição. Ele trabalhava desde os 13 anos como ajudante em fazendas da região e, atualmente, está em atividade na empresa há oito meses. “Durante o curso a minha confiança aumentou porque a empresa dava todo o suporte, com ajuda de custo e uniforme. Com uma crise como essa que o país vive, é um privilégio ter um emprego como esse”, diz ele, que já tem plano de fazer um curso superior para poder conseguir colocações mais elevadas na empresa.

Fábrica começa a exportar produção em abril

Cerca de 90% da produção de celulose da fábrica de Ortigueira já está vendida e em abril será realizada a primeira exportação. Com capacidade para produzir 1,5 milhão de toneladas de celulose, a nova fábrica representa o maior investimento da história da fabricante de papel e celulose, que tem outra unidade industrial no Paraná, localizada em Telêmaco Borba, na mesma região. Com o projeto, a Klabin praticamente dobra o seu tamanho. O investimento total, de acordo com a companhia, foi de R$ 8,5 bilhões, incluindo infraestrutura, impostos e correções contratuais. Do total da produção, 1,1 milhão de toneladas serão de celulose branqueada de fibra curta (eucalipto) e 400 mil toneladas de celulose branqueada de fibra longa (pinus).

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