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Klabin monta comitê para acompanhar crise hídrica

A companhia já estuda as medidas que podem ser adotadas em uma eventual escassez de energia

Maior fabricante de papéis para embalagem e de embalagens de papelão ondulado do país, a Klabin montou um comitê para acompanhar semanalmente a evolução dos riscos hídricos no país. A equipe prevê o pico da crise para novembro.

Entre as medidas que podem ser adotadas em uma eventual escassez de energia, estão a instalação de geração nas fábricas que podem ser impactadas ou a redução da carga de operação, porém sem afetar a disponibilidade de produto.

Em teleconferência sobre os resultados da companhia, o diretor-geral da Klabin, Cristiano Teixeira, também informou que o segundo trimestre deste ano mostrou que a economia global está se recuperando dos impactos da pandemia do coronavírus e, nesse contexto, a empresa vivenciou uma demanda muito forte por seus produtos.

No segmento de embalagens, houve aumento do consumo no mercado brasileiro, sem que houvesse impacto no atendimento aos mercados de exportação que demandam fibra virgem e de e-commerce. Segundo o executivo, nove meses após a aquisição de ativos de embalagem da International Paper (IP) no país, a fabricante já consolidou a participação de mercado de 24% no mercado doméstico de caixa de papelão ondulado.

Em celulose, os preços da fibra curta e fibra longa continuam surpreendendo no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa, acompanhando a demanda robusta. Já na China, os preços estão estáveis após a correção vista entre junho e julho.

PROJETO PUMA II

O Projeto Puma II, cuja primeira máquina entrará em operação na segunda quinzena de agosto, após o adiamento do start-up, previsto inicialmente para a segunda metade de julho, por questões técnicas, receberá investimentos da ordem de R$ 2 bilhões no decorrer do segundo semestre, contou o diretor financeiro e de relações com investidores da Klabin, Marcos Ivo.

Aprovado em 2019, o Projeto Puma II contempla a expansão da capacidade da Klabin no segmento de papéis para embalagem, por meio da construção de duas máquinas de papel com produção de celulose integrada, na unidade industrial Puma, em Ortigueira (PR).

Maior investimento da história da Klabin, o projeto confere à companhia o status de primeira empresa no mundo a produzir kraftliner, papel usado em embalagens, exclusivamente a partir da celulose de eucalipto.

O empreendimento terá o menor custo caixa de produção em dólares do mundo e grande parte do sistema de sua primeira etapa já está comissionada. “Poderemos ter um início de operação melhor do que o previsto”, comentou o diretor de Tecnologia Industrial, Inovação, Sustentabilidade e Projetos da Klabin, Francisco Razzolini.

Fonte
Valor Econômico
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