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Preço da celulose deve sofrer desvalorização até o final do ano

Até dezembro, deve haver queda de US$ 110 a US$ 160 na China, maior importadora da matéria-prima

Após atingirem níveis recordes no primeiro semestre de 2021 nos principais mercados internacionais, os preços da celulose devem entrar em rota de correção na segunda metade do ano. Analistas afirmam que deve haver uma desvalorização de US$ 110 a US$ 160 na China, maior importadora da matéria-prima.

As cotações tendem a ser pressionadas no curto prazo, com estoques elevados no mercado chinês e a oferta adicional de celulose, com o início das operações da Bracell e o projeto de expansão da Arauco, no Chile. Enquanto isso, presume-se que a demanda permaneça aquecida.

Segundo relatório do banco UBS, algumas papeleiras chinesas planejam suspender compras da fibra com a previsão de queda até o final do ano. A expectativa é fomentada pelos estoques de fibra curta nos produtores de papel, pela dinâmica desafiadora nos mercados de papéis (com exceção de embalagens) e pelo início de operação, em agosto, da expansão da Bracell, que planeja integrar, no médio e longo prazo, boa parte da celulose de Lençóis Paulista (SP) à produção de viscose e papéis na Ásia.

Já o BTG Pactual apontou que os spreads entre fibra curta e fibra longa, que desempenham papel importante no comportamento dos preços, estão mais próximos dos níveis históricos: US$ 162 por tonelada na última sexta-feira, comparável a US$ 120 por tonelada em patamar normalizado.

Os analistas Leonardo Correa, Caio Greiner e Cesar Perez-Novoa avaliam que, durante o segundo trimestre, os produtores podem trazer números mais fortes. Espera-se, agora, que os balanços do terceiro trimestre possam capturar o ganho integral dos sucessivos reajustes ocorridos neste ano.

Fonte
Valor Econômico
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