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Klabin analisa novas aquisições no mercado de embalagens

Empresa assumiu recentemente os negócios de embalagem da International Paper (IP) no Brasil

Tendo assumido recentemente os negócios de embalagem da International Paper (IP) no Brasil, a Klabin já analisa novas oportunidades de aquisição no mercado brasileiro de embalagens de papelão ondulado, focada nas Regiões Nordeste e Sul. “No Sul, temos interesse especialmente no Paraná”, afirma o diretor de Embalagem da companhia, Douglas Dalmasi.

Em março, a Klabin anunciou a compra dos ativos da IP Embalagens no Brasil, por R$ 330 milhões, e há cerca de duas semanas, recebeu o aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para concretizar a transação. Assim, subiu em quase 50% a capacidade nominal de produção de caixas de papelão ondulado, em um momento de demanda aquecida por esse tipo de embalagem. Um dos destaques do balanço do terceiro trimestre foi o forte desempenho dessa unidade de negócios.

De acordo com Dalmasi, a integração das operações da IP foi bem-sucedida e já terá impacto nos resultados do quarto trimestre. Em base anualizada, espera-se um acréscimo de 8% a 10% na receita da Klabin com o crescimento da capacidade. “A compra da IP é importante, mas a Klabin está com capacidade tomada”, explica Marcos Ivo, diretor financeiro e de relações com investidores da companhia.

A partir de julho de 2021, com o início da operação da primeira máquina de papel prevista no Projeto Puma II, a empresa terá mais papel para converter em embalagem, o que incentiva a busca por ativos disponíveis no mercado. A Klabin até poderia investir em uma nova fábrica do zero, porém, essa opção demandaria mais tempo.

A expectativa da companhia é a de que a forte demanda de embalagens de papelão, que vem desde o fim do segundo trimestre, permaneça pelo menos até março, sustentada “no mínimo” pela necessidade de recomposição de estoques na cadeia de valor. “O ano de 2021 ainda será forte, e melhor que 2020, com a retomada da construção civil e potenciais medidas do lado do governo. A expectativa é muito boa para o mercado interno”, comenta Dalmasi.

O avanço do comércio eletrônico no país é outro vetor de crescimento do consumo de embalagens de papel, já que, hoje, quase 10% das vendas do varejo já ocorrem no meio on-line. A Klabin triplicou os volumes nesse segmento.

O bom desempenho da unidade de embalagens colaborou para que a Klabin registrasse, no terceiro trimestre, receita líquida recorde, de R$ 3,12 bilhões. Foi reportado crescimento em todas as linhas de negócio e, apesar da maior exposição a itens de primeira necessidade, que sentiram imediatamente o aquecimento do consumo em decorrência do pagamento do auxílio emergencial, a expansão das vendas foi impulsionada também por bens duráveis. Segundo a companhia, a redução do benefício, de R$ 600 para R$ 300, não teve reflexo na demanda até agora.

O fluxo de caixa livre de R$ 1,8 bilhão, sem descontar dividendos e investimento em projetos de expansão, também se destacou no balanço do terceiro trimestre. Se excluídos esses itens, o fluxo de caixa livre ainda foi positivo, em R$ 600 milhões. “A Klabin oferece retorno sobre o capital investido mesmo em um cenário desafiador”, completou o executivo, mencionando o Roic de 13,7% no último ano.

Para Ivo, os resultados apurados pela Klabin no período são sustentados e, ainda que ocorra alguma mudança de cenário, a companhia possui flexibilidade para ajustar seus negócios e buscar os mercados mais lucrativos.

Fonte
Valor Econômico
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