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A redefinição da competitividade sustentável na indústria latino-americana de tissue

Por Rogério Berardi, diretor de papel, embalagem e tissue da Valmet na América Latina

O mercado de tissue, conhecido por ser fortemente guiado pelo consumidor final, ou seja, nós mesmos, varia muito entre expectativa alta em relação aos produtos e declínio quanto à fidelização da marca, sem mencionar a indisposição de pagar mais por qualidade.

Ao mesmo tempo, que os consumidores exigem características melhores como maior maciez, absorção de água ou alta resistência à tração, eles buscam pagar o menor preço possível, fazendo o fabricante e o convertedor de tissue buscarem incansavelmente por melhorias em competitividade e otimizando os custos de produção, como por exemplo: economia de energia e fibras e aumento da eficiência de produção em todo o processo.

Tudo isso sem esquecer a alta importância de uma operação mais segura e sustentável, com ações para reduzir as emissões de CO2 e o uso de água fresca, esperadas pelos governos e pelo consumidor em geral.

A região latino-americana enfrenta alta volatilidade nos preços de energia, principalmente no Brasil e no Chile, por conta dos eventos climáticos, o que representa aproximadamente 20% do custo operacional total na produção de papel e tissue. Quando se fala da água, apesar de ser uma região rica em recursos hídricos, a distribuição é desigual.

Para a indústria de tissue há crescente pressão regulatória e social para reduzir a captação de água fresca, aumentando o reuso no processo de fabricação. Levando as empresas do setor a deixar de tratar a sustentabilidade como uma iniciativa operacional para incorporá-la ao centro de suas decisões de negócio.

Mais do que reduzir impactos, o desafio atual é claro: transformar sustentabilidade em vantagem competitiva. Atualmente, as iniciativas ambientais estão diretamente associadas à eficiência operacional e rentabilidade. Os principais vetores estratégicos incluem:

  • Energia como fator crítico de competitividade: empresas que conseguem investir em eficiência energética, geram ganhos de margem e sustentabilidade;
  • Gestão de recursos: a água passou a ser um ativo estratégico em vários países do mundo, incluindo América Latina;
  • Cadeia de suprimentos como diferencial competitivo: a clareza da matéria-prima utilizada, impacta diretamente no valor da marca e no acesso aos diferentes mercados. Empresas que estruturam sua cadeia de suprimento tendem a melhorar o posicionamento da marca;
  • Inovação orientada ao mercado: entregar mais valor ao consumidor com menor utilização de recursos naturais;
  • Excelência na eficiência de utilização de recursos naturais utilizando novas tecnologias para produção e conversão de tissue de alta qualidade, incluindo automação e Internet Industrial de última geração, gerando maior competitividade e consciência ambiental.
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Rogério Berardi

Com mais de 25 anos de experiência no setor de papel, Rogério Berardi construiu carreira em posições estratégicas na indústria. Engenheiro mecânico formado pela Universidade Mackenzie, com pós-graduação em Administração e MBA em Gestão Internacional pela FIA Business School – USP, está na Valmet desde 2015, onde integra a equipe executiva da América Latina. Atualmente, responde pelos negócios de Embalagem, Papel e Tissue na região, incluindo México.
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