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Eldorado Brasil apresenta inventário de emissões de gases de efeito estufa com resultados mais positivos que a média do setor

Florestas da empresa sequestram carbono da atmosfera e contribuem com equilíbrio do meio ambiente
Eldorado Brasil em Três Lagoas - MS

Eldorado Brasil em Três Lagoas – MS

Alinhada a seu compromisso com uma gestão sustentável, a Eldorado Brasil (www.eldoradobrasil.com.br) acaba de publicar os inventários de emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE) dos dois primeiros anos de sua operação (2013 e 2014). Com a iniciativa, a caçula do setor de celulose se antecipa à Política Nacional sobre Mudança Climática (Lei nº 12.187/2009), que entra em vigor em 2020.
“Criar um inventário é o primeiro passo para conhecermos nossas atividades e potenciais de otimização. A mudança climática já é um fato, e, se conhecermos e buscarmos a inovação, teremos o caminho para o desenvolvimento sustentável e perenidade do negócio”, afirma Luciana Bortoluci, gerente de Sustentabilidade da Eldorado.
Durante o levantamento de dados, a empresa de base florestal também estudou seus estoques de carbono, e os resultados demonstram recursos são utilizados de forma eficiente para minimizar os impactos de sua atividade no meio ambiente. Foram contabilizadas as emissões de todas unidades operacionais da Eldorado no Brasil e as remoções de carbono das plantações de eucalipto, bem como as áreas de conservação (APP / RL). “Temos um saldo negativo de emissões, isso quer dizer que sequestramos mais gases do que liberamos”, explica Luciana.
O inventário aponta que, em 2013, a emissão relativa foi de 0,33 toneladas de carbono equivalente por tonelada de celulose produzida (t CO2e/tsa). Em 2014, o índice caiu para 0,28t CO2e/tsa. Para se ter ideia, a média no setor brasileiro de celulose de papel é de 0,35t CO2e/tsa, e a média mundial é de 0,65t CO2e/tsa. “Esses resultados demonstram que, mesmo no início de nossa operação, quando ainda não éramos autossuficientes em energia e estávamos em fase de estabilização, já tínhamos uma gestão diferenciada”, avalia a gerente.
Com a produção do material, a Eldorado também se associou como membro do programa brasileiro do GHG Protocol, trazido ao Brasil pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
 
GEE
O inventário foi desenvolvido com base nas diretrizes do GHG Protocol – metodologia de desenvolvida pelo World Resources Institute (WRI) em parceria com o World Business Council for Sustainable Development (WBSCD) – e do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês). Além disso, também foram utilizadas as recomendações da norma ABNT NBR ISO 14064-1 (especificação e orientação a organizações para quantificação e elaboração de relatórios de emissões e remoções de GEE).
Dentro das normas do GHG Protocol, as empresas devem contabilizar suas emissões diretas (escopo 1) e indireta relativas à compra de energias (escopo 2). Além disso, a Eldorado optou por levantar também as emissões dos demais ativos e atividades que possam ser atribuíveis à empresa, mas que não são geridos por ela (escopo 3).
segs.com.br