Na última semana, a fabricante de celulose Eldorado Brasil alcançou a marca de produção de 15 milhões de toneladas produzidas desde o início de operação da fábrica em Três Lagoas (MS), no fim de 2012.
Esse nível de produção, atingido na quarta-feira, 2, só seria batido em dez meses, conforme o planejamento original. De acordo com a companhia, esse desempenho pode ser atribuído ao modelo de gestão do processo produtivo.
“O patamar de produção da Eldorado é um destaque global para o setor e isso se deve ao desempenho dos profissionais e ao modelo de gestão descentralizado adotado no processo produtivo”, disse, em nota, o diretor industrial da companhia, Carlos Monteiro.
Completando dez anos de operação em 2022, a unidade tem capacidade produtiva de 1,5 milhão de toneladas de celulose de eucalipto anuais. Desde 2014, porém, opera acima desse patamar e, há cinco anos, a produção anual vem superando 1,7 milhão de toneladas.
IMBRÓGLIO
A Eldorado chegou a avançar em um projeto de expansão da fábrica de Três Lagoas, mas, com a venda da companhia pela J&F para a CA Investment (Brazil), constituída pela PE para a aquisição da produtora de celulose, os planos foram interrompidos.
A J&F não chegou a concretizar a venda do controle da Eldorado, ainda que a PE tenha vencido a arbitragem iniciada contra a sócia. A J&F, holding da família Batista, questiona o procedimento na Justiça comum, que suspendeu os efeitos da sentença arbitral – que determinava o fechamento da operação baseado no acordo de compra e venda assinado em setembro de 2017.
Atualmente, a PE detém 49,41% da Eldorado, enquanto os Batista possuem uma fatia de 50,59%. Uma decisão da Justiça sobre o pedido de anulação da arbitragem feito pela J&F era esperada para o início deste ano.

















