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“Dependemos da natureza para que o nosso ciclo produtivo se perpetue”, diz executivo da CMPC

O diretor de relações institucionais, comunicação e sustentabilidade da empresa, Daniel Ramos, contou sobre as ações que a organização realiza com relação à sustentabilidade

A CMPC, produtora de celulose e papel, tem a sustentabilidade entre seus principais focos, tanto com relação à economia, como ao meio ambiente e às práticas sociais. Com planta industrial localizada no município de Guaíba, no Rio Grande do Sul, a empresa realiza diversas ações para preservar os recursos naturais.

Em entrevista ao Jornal do Comércio, o diretor de relações institucionais, comunicação e sustentabilidade da CMPC, Daniel Ramos, afirmou que a companhia busca estabelecer e aprimorar o diálogo com a comunidade. “Mais especificamente, com nossas comunidades vizinhas, como as de Guaíba, ocupa uma posição de vital importância em nosso modo de conduzir as interações além dos muros de nossa unidade industrial”, disse.

O negócio, que tem um século de história e está há dez anos no estado gaúcho, se baseia em três “Cs”, de acordo com Daniel: criar soluções inovadoras usando a celulose, conviver com as centenas de comunidades vizinhas e conservar o meio ambiente e os recursos naturais dos quais dispõe. Esses pilares se refletem em diversos processos e ainda dão nome aos prédios da planta industrial.

Para preservar os recursos ambientais, parte das toras de madeiras (20%) utilizadas pela unidade chegam pela hidrovia, tirando das rodovias cerca de 100 mil viagens de caminhão por ano, o que evita a emissão de 56 mil toneladas de monóxido de carbono na atmosfera. Os plantios de eucalipto também são reutilizados para novas plantações, pondo fim à necessidade de desmatar áreas de conservação ou de outras matrizes, como é o caso da soja e do milho.

Daniel enfatiza que, para a CMPC, “a sustentabilidade não é um adjetivo ou uma prática que, de vez em quando, escolhemos fazer”. “Dependemos da natureza para que o nosso ciclo produtivo se perpetue. E diante disso, entendemos as preocupações ambientais do mundo todo, como a questão da emissão de CO2. Seguindo nosso compromisso com a conservação dos recursos naturais, estamos na contramão dessa estatística”, observou, salientando que a área florestal da companhia proporciona a captação de mais de 14 milhões de toneladas de CO2 da atmosfera, o que equivale à emissão anual de 1,78 milhão de pessoas por ano no país.

 

Também faz parte do propósito da organização a reciclagem de quase 100% de tudo o que ela produz. Em parceria com a empresa Vida, fundada por José Antônio Lutzenberger, em Guaíba, foi criado o Hub CMPC de Economia Circular. Trata-se de um espaço que transforma os resíduos sólidos da fabricação de celulose em 15 novos produtos, entre adubos, fertilizantes e corretivos de solo.

“É uma prática que fazemos, globalmente, há mais de 30 anos. Hoje, transformamos 99,7% de todo o resíduo de Guaíba, totalizando 600 mil toneladas”, estimou, afirmando que quase 100% da manutenção de praças e jardins do Rio Grande do Sul provêm dos resíduos da CMPC.

Fonte
Jornal do Comercio
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