A UPM Pulp, uma das principais produtoras e fornecedoras de celulose do mundo, revelou estar enfrentando uma incapacidade de atender aos pedidos dos clientes devido à greve que paralisou suas fábricas finlandesas. Até agora, os sindicatos rejeitaram essa alegação.
A greve, que começou em 1º de janeiro, é a mais longa da história dos trabalhadores de papel finlandeses, segundo fontes sindicais.
A empresa, que oferece um portfólio abrangente de celulose para tissue, papéis especiais, cartão e papéis de impressão, escreveu para seus clientes na última semana sobre o impacto contínuo das paralisações finlandesas.
Anteriormente, a UPM disse que “tentaria atender os clientes de suas fábricas fora da Finlândia o máximo possível”. No entanto, a companhia afirmou que “não tinha opções” para conseguir isso.
“Atualmente, há apenas entregas limitadas de nossas fábricas finlandesas e não temos opções para transferir pedidos para ativos fora da Finlândia. Como dito anteriormente, este evento de força maior levará ao adiamento de alguns pedidos e não poderemos aceitar ou confirmar todos os pedidos adicionais feitos durante a greve. Informaremos caso a caso se seus pedidos forem afetados”, declarou.
Conforme a papeleira, a situação pode culminar na falta de distribuição de produtos essenciais em um futuro próximo.
Uma fonte da indústria de papel disse que “certos grandes clientes europeus não aceitam uma greve como força maior e estão considerando tomar medidas [legais] em algum momento. Isso significa sanções significativas para a UPM e apoio à greve”, segundo uma fonte sindical.
Conforme os sindicatos, “este é um conflito causado pela empresa em busca de seus objetivos ideológicos” e não por condições trabalhistas.
Apesar de informar sobre os problemas causados pela greve, a UPM não revelou em números os prejuízos financeiros obtidos. A previsão é de que a greve dos trabalhadores termine em 12 de março.












