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Atuação de engenheiros no processo produtivo de papel e celulose é fundamental

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Em 2013, a produção brasileira de celulose cresceu 7,3% e a de papel, 1,6%, conforme dados divulgados pela Associação Brasileira de Celulose e Papel – Bracelpa. O aumento mantém o Brasil como um grande produtor de papel, destacando-se mundialmente por produzir e abastecer os mercados com expressivos volumes de papel de embalagem, papéis de imprimir e escrever e papel cartão. Nos últimos dez anos, o país elevou sua produção em 27%. O desenvolvimento socioeconômico e a maior de renda da população, com a inserção de novos consumidores, resultaram em mais demanda por livros, cadernos, jornais e revistas, embalagens para alimentos, remédios e itens de higiene pessoal.

Ao mesmo tempo em que representa um segmento importante para a economia brasileira, o processo de produção de celulose e papel é altamente complexo e potencialmente agressivo ao meio ambiente. O engenheiro Felipe Fontoura de Moraes, agente de fiscalização do Departamento de Fiscalização (DEFIS) do CREA-PR Núcleo Leste, cita que dentre os reflexos ambientais provocados por essa atividade está a emissão de efluentes e gases nocivos que são gerados na indústria e liberados nos rios e atmosfera. “É necessário tratamento e controle rigoroso dessas emissões para evitar danos e atender as normas ambientais”.

O agente de fiscalização do CREA-PR esclarece que, além dessa etapa, todas as demais que envolvem a produção de papel e celulose requerem a atuação profissional de engenheiros habilitados, imprescindíveis para sua correta operação e uso responsável dos recursos naturais, propiciando eficiência produtiva e evitando danos ambientais. “Todas as modalidades profissionais da engenharia estão envolvidas, desde o florestamento até os processos químicos de transformação nos produtos finais”, destaca.

O engenheiro explica que a fiscalização nas empresas do setor envolve uma vasta gama de serviços de engenharia necessários à operação do processo produtivo. Cita como exemplos a inspeção, manutenção, instrumentação e melhoria dos equipamentos, implantação de novos maquinários e manutenção e adequação das instalações elétricas, bem como trabalhos técnicos do âmbito da engenharia florestal e ambiental, de segurança do trabalho e de eficiência energética.

O fiscal do CREA-PR registra que nas verificações realizadas pelo Conselho, a irregularidade encontrada com maior frequência é a falta de ART – Anotação de Responsabilidade Técnica, documento exigido por lei e necessário para a correta identificação dos responsáveis técnicos dos serviços e verificação de suas respectivas habilitações profissionais.

Moraes conta que uma das empresas do setor que atua no Paraná, há 80 anos, é a Klabin, maior produtora e exportadora de papéis do Brasil. Localizada na região de Telêmaco Borba, a fábrica é de grande importância na economia local e movimenta um número significativo de empresas e profissionais da área técnica, “motivo pelo qual recebe fiscalização periódica do CREA-PR”. O fiscal afirma que neste ano a fiscalização se iniciou após a parada geral de manutenção da fábrica em maio e continua em andamento.

Quanto ao trabalho de fiscalização do CREA-PR, Moraes esclarece que foram realizados mais de 70 processos de fiscalização, somando os da fábrica existente e nova obra. “Este número ainda irá aumentar, pois a verificação é feita pelos fiscais à medida que recebemos os documentos da empresa”, conta.

O CREA-PR também está fiscalizando as atividades voltadas para a implantação do Projeto Puma, nova fábrica da empresa, que está sendo construída no município de Ortigueira. Da obra, que ainda encontra-se em fase inicial, os fiscais verificaram, até o momento, os serviços preliminares para implantação do canteiro de obras, como terraplenagem, drenagem, estruturas administrativas e infraestrutura em geral. A obra tem previsão de investimento de mais de R$ 5,8 bilhões e duração até o primeiro semestre de 2016. Também é estimado que 8,5 mil pessoas irão trabalhar no empreendimento. Quando estiver em operação, a nova unidade terá 1,4 mil postos de trabalho entre os setores fabril e florestal. Dados da Kablin apontam que a fábrica será responsável pela produção de 1,1 milhão toneladas de celulose de fibra curta e 400 mil de celulose fibra longa, que pode ser convertida em celulose fluff e destinada para produção de itens como fraldas e absorventes.

“Embora seja perceptível o aumento na utilização de meios eletrônicos, especialmente na área da comunicação, certamente não há previsão de extinção total dos meios impressos. Portanto, a demanda por papel permanece em contínuo crescimento, assim como a sua industrialização. Cabe ao CREA-PR cada vez mais alinhar as suas estratégias de fiscalização das diversas modalidades de engenharia à realidade das atividades econômicas e produtivas relevantes ao Paraná para cumprir com eficiência a sua missão institucional”, finaliza Vanessa Moura, gerente do DEFIS.

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