Irani tem o melhor resultado de sua história no terceiro trimestre
A empresa reportou lucro líquido de R$ 97,5 milhões e receita líquida de R$ 432,4 milhões no intervalo
A Irani Papel e Embalagem reportou lucro líquido de R$ 97,5 milhões, um crescimento de 281,9% em relação ao mesmo período de 2020, e receita líquida de R$ 432,4 milhões, alta de 65,5% na comparação anual.
De acordo com a companhia, os bons resultados foram reflexo da boa performance de vendas e preços dos segmentos em que atua, em especial, o expressivo crescimento de preços de todos os setores no comparativo com o terceiro trimestre do ano passado. O mercado doméstico correspondeu a 85% das vendas.
Entre julho e setembro, a área de Embalagem de Papelão Ondulado (PO) representou 57% da receita líquida da Irani, totalizando 39,8 mil toneladas (queda de 7,7% quando comparado ao 3T20 e 1,7% em relação ao 2T21).
A margem bruta da companhia foi de 41,6% no intervalo, alta de 11,8 pontos percentuais na comparação anual.
O terceiro trimestre trouxe os melhores resultados da história da empresa. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado cresceu 152,2% na comparação anual, totalizando R$ 140,1 milhões, e margem operacional (Ebitda) inédita de 32,4%.
Ao jornal Valor Econômico, o presidente da Irani, Sérgio Ribas, afirmou que esses níveis estão se sustentando no quarto trimestre. “O desempenho deve seguir vigoroso até o fim do ano”, projeta.
Segundo a Irani, o terceiro trimestre foi caracterizado por instabilidades no mercado internacional e também no Brasil. “Houve disrupção na cadeia de suprimentos de alguns materiais e suprimento de energia no mundo que afetou as expectativas de crescimento, especialmente na China, bem como os índices de inflação que se elevaram. No Brasil, somam-se as incertezas trazidas pelo cenário político e fiscal, bem como o aumento dos juros, que provocaram volatilidade adicional”, avaliou a companhia, em seu relatório trimestral.
Os investimentos deste trimestre totalizaram R$ 121,6 milhões e foram basicamente destinados a reflorestamento, manutenção e melhorias das estruturas físicas, software, máquinas e equipamentos. Deste montante, R$ 96,3 milhões foram aplicados na execução dos investimentos dos Projetos Gaia I, II e III.
Quanto à dívida líquida, a Irani informou que houve um aumento de 3,6%, a R$ 272,6 milhões.



















