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Valmet é a principal fornecedora da fábrica do Grupo Metsä na Finlândia

Fábrica produz celulose de fibras longas de alta qualidade, além de vários subprodutos biorrenováveis e não usa combustíveis fósseis

A Valmet foi escolhida para fornecer algumas das principais ilhas de tecnologia para a nova fábrica de bioprodutos do Grupo Metsä, inaugurada em agosto de 2017. A empresa colaborou com a caldeira de recuperação, a linha de secagem de celulose, a planta de gaseificação, o forno de cal, a planta de ácido sulfúrico e o sistema de automação de toda a fábrica – o que há de mais novo em tecnologias e com maior eficiência em termos energéticos.

A caldeira de recuperação é equipada vários recursos de alta potência para permitir 240% de auto-suficiência elétrica.

A Metsä, um grupo da indústria florestal finlandesa especializado em papéis e derivados, papelão, celulose e produtos de madeira, decidiu, em maio de 2015, fazer o maior investimento da história da indústria florestal finlandesa, no valor de 1,2 bilhão de Euros, em Äänekoski, onde a velha fábrica de celulose da Metsä foi substituída por uma fábrica de bioprodutos de última geração.

O Grupo Metsä costuma ser tradicional com relação às várias ilhas de tecnologia chave da fábrica. “Temos uma longa experiência de colaboração com a Valmet em nossas fábricas de celulose na Finlândia. A Valmet tem sido um parceiro bom e inovador para nós, se destacando da concorrência e nos oferecendo a melhor tecnologia e atendendo ao nosso orçamento, por isso a parceria com ela foi uma escolha natural para construirmos a fábrica de nível mundial de bioprodutos em Äänekoski”, disse Timo Merikallio, diretor de projetos do Grupo Metsä.

A planta de gaseificação produz biogás a partir de cascas, o qual substitui o uso de combustível fóssil no forno de cal. A máquina de secagem de celulose inclui vários recursos novos que melhoram a sua eficiência e operacionalidade. A maior entrega foi a caldeira de recuperação com capacidade de 7.200 tDS/dia e novos recursos High Power, focados em otimização energética, permitindo a produção de 250 MW de eletricidade. Como resultado, a fábrica não apenas é autossuficiente em energia elétrica, mas também exporta energia para a rede, graças à produção de até 1,4 vezes a quantidade consumida na planta.

“O nosso empreendimento é um excelente exemplo de uma fábrica de bioprodutos moderna. Além da celulose de fibras longas de alta qualidade, a planta produz vários subprodutos biorrenováveis, não utiliza combustíveis fósseis e eleva a participação total da Finlândia em termos de energia renovável em mais de 2 pontos percentuais”, disse Bertel Karlstedt, presidente do setor de energia e celulose da Valmet.

Parceria de sucesso

O Grupo Metsä e a Valmet concordaram que o fornecimento de tecnologia seria feito usando um modelo open book. Isso levou a Valmet e a Metsä a permaneceram praticamente no mesmo lado da mesa. A Metsä comprou os equipamentos e fez acordos de subcontratação, enquanto a Valmet gerenciou as operações em campo.

“O projeto foi o maior que já gerenciei. Ele era enorme, internacional e dividido em centenas de acordos menores de contratação. Nossa cooperação com o modelo open book funcionou bem. A capacidade da Valmet em responder às nossas demandas durante o projeto estava em um bom nível”, afirmou Merikallio.

“A compreensão mútua e os objetivos comuns do projeto foram essenciais. A Metsä tinha uma equipe de projeto muito experiente. Mesmo surgindo alguns desafios durante o projeto, em momento algum eles questionaram a nossa capacidade de resolvê-los dentro do cronograma especificado”, disse Jari-Pekka Johansson, diretor de projetos da Valmet em Äänekoski. “A confiança mútua é essencial para atingir objetivos comuns.”

Em agosto de 2017, a fábrica de bioprodutos de Äänekoski iniciou as suas atividades alguns minutos antes do horário pré-estabelecido dois anos atrás. A fábrica produz 1,3 milhão de toneladas de celulose por ano, além de outros bioprodutos, como resina e terebintina.

“Projetos como o nosso sempre incluem problemas e desafios inesperados. Nós também enfrentamos alguns, mas a forma como a Valmet lidou com eles aumentou a minha confiança em relação à empresa. Estou muito otimista, pois a fábrica funcionou bem e o máximo de produção está próximo a ser alcançado”, disse Timo Merikallio. “Construir esse tipo de fábrica é sempre uma combinação de tecnologias diferentes, e não há uma receita única para fazer isso. Gostei de trabalhar com a Valmet, o profissionalismo, a organização e o trabalho bem gerenciado me impressionaram.”

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