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Valmet comemora bons resultados em projeto de nanocelulose

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Desde outubro de 2019, a empresa realiza testes na planta de MFC no Parque de Plantas Piloto da Klabin, na Unidade Monte Alegre, em Telêmaco Borba (PR)

A indústria de papel e celulose está cada vez mais atenta às discussões frequentes com relação aos temas ambientais e a preferência por métodos de produção renováveis, passando a ampliar o uso de tecnologias sustentáveis. Segundo relatório da MarketsandMarkets, empresa especializada em pesquisa de oportunidades emergentes, o crescimento global do mercado de nanocelulose será de US$ 297 milhões em 2020, e até 2025, poderá aumentar para US$ 783 milhões.

Os produtos feitos a partir da nanocelulose, especificamente da celulose microfibrilada (MFC), já são uma realidade em diversos segmentos. As fibras abaixo de 0.2 milímetros podem ser empregadas em etapas de indústrias como as de papel, agricultura, beleza, alimentos, têxtil, construção civil, podendo até mesmo atuar como espessante e emulsificante no preparo de álcool antisséptico e álcool em gel, substituindo o carbômero, produto químico importado, pela fibra 100% celulósica. A MFC é sustentável, proveniente de um recurso renovável, e pode ser totalmente reciclada.

alcoolemgel klabin

A Valmet, líder mundial no desenvolvimento e fornecimento de tecnologias, automação e serviços para os setores de celulose, papel e energia, é também pioneira em testes e refinação da fibra. A empresa segue investindo em inovações relacionadas à nanocelulose e MFC, mercados prósperos no Brasil e no mundo. Desde outubro de 2019, realiza testes na planta de MFC no Parque de Plantas Piloto da Klabin, na Unidade Monte Alegre, em Telêmaco Borba (PR), na primeira planta compartilhada de extração de lignina e MFC do mundo, fornecida pela multinacional finlandesa.

“A partida da planta foi muito boa e, desde outubro de 2019, vem performando de maneira eficiente. Desenvolvemos, em parceria com a Klabin, uma área de refino, que é a alma da tecnologia de obtenção de MFC. Nosso modelo de disco de refinador atende ao objetivo da empresa de micromizar ainda mais a fibra, com alta qualidade e menor consumo de energia. Atualmente, chegamos ao ápice dentro de uma linha de MFC, que é mais de 100% de refino, ou seja, atendemos ao que foi planejado para a planta”, comenta o especialista em Produtos de Refinação da Valmet América do Sul, Roberto Franchini.

Para o diretor de tecnologia industrial, inovação, sustentabilidade, projetos e P&D da Klabin, Francisco Razzolini, o MFC produzido na Unidade Monte Alegre abriu caminho para novos mercados além do papel para embalagem, área cuja produção a Klabin lidera no Brasil e para fins de exportação.

“Conseguimos fazer com que a MFC entrasse na composição do álcool em gel, com parcerias tecnológicas com outros centros de pesquisa, e chegamos a um produto que pode auxiliar nesse momento de crise pela pandemia provocada pela Covid-19 e que abre caminho para avançarmos em formulações sustentáveis para cosméticos”, diz Razzolini.

A Klabin também tem planos para utilização da celulose microfibrilada em cartão para embalagem. “Estamos realizando testes em escala industrial para validar que a MFC tem uma performance diferenciada, e que confere melhor qualidade e desempenho aos nossos papéis e cartões. Os testes vão na direção de melhoria de performance tecnológica dos nossos produtos, e estamos até o momento bastante positivos com os resultados da MFC”, finaliza Francisco.

NOVA UNIDADE DE NEGÓCIOS

Valmet comemora bons resultados de projeto de nanocelulose

Recentemente, a Valmet estruturou, em Araucária (PR) e Sorocaba (SP), a unidade de negócios de Preparo de Massa (Stock Preparation-SPR), formada por um portfólio de equipamentos e soluções responsáveis pelo processo de MFC, preparação da massa de fibra de celulose e fibra reciclada, usada como matéria-prima para a produção de papel. A nova unidade faz parte do conjunto de medidas que formulam o novo posicionamento estratégico da companhia, a fim de aumentar sua participação no mercado global de papel e celulose, iniciado em fevereiro de 2019, após a aquisição da companhia canadense GLV, referência na indústria de preparo de massa em todo o mundo.

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