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Térmica da CMPC abastecerá planta de celulose

Empresa de Guaíba está construindo unidade com 193 MW de capacidade instalada; excedente será comercializado

riograndense

O projeto de expansão da CMPC Celulose Riograndense no município de Guaíba não prevê apenas o aumento da produção de celulose, mas também o incremento de sua geração de energia. Hoje, a fábrica gaúcha conta com o apoio de uma termelétrica de 58 MW de capacidade instalada para atender a maior parte de suas necessidades. Porém, já está em construção uma nova unidade com 193 MW de capacidade instalada.

O total de 251 MW corresponde a aproximadamente 6,5% da demanda média de energia do Rio Grande do Sul. De acordo com o coordenador dos subgeradores da CMPC, Áureo Ramos Borges, quando houver excedente de geração, até um limite de 30 MW, a energia poderá ser jogada na rede. A comercialização será feita dentro do ambiente do mercado livre de energia (formado por grandes consumidores, que podem escolher de quem irão comprar a eletricidade).

Atualmente, a CMPC trabalha com uma tensão de 138 kV. Com a ampliação, a tensão passará para 230 kV e a térmica será conectada ao sistema interligado nacional. Borges argumenta que a possibilidade de colocar essa sobra de energia na rede comum representa um reforço no sistema elétrico do Estado. No momento, a fábrica de Guaíba adquire externamente cerca de 15 MW, contudo, com o investimento na nova usina a CMPC, não precisará mais comprar essa energia. O consultor de recuperação e utilidades da empresa, Daniel Sidoruk, explica que esse cenário contribuiu para o investimento ser aprovado. A iniciativa absorverá cerca de US$ 425 milhões.

Um dos passos para completar ao empreendimento, que ficará pronto no primeiro semestre de 2015, foi dado recentemente com a chegada do balão de vapor da caldeira, equipamento que pesa em torno de 170 toneladas. O gerente da área de projetos de recuperação e utilidades da companhia, Renato Pérez Pinto, explica que a caldeira é a estrutura que produz o vapor utilizado na geração de energia. O mecanismo aproveita resíduos do processo de fabricação de celulose, formando um material conhecido como licor negro. Essa substância, juntamente com um pequeno volume de carvão, será o combustível utilizado para alimentar a termelétrica. As obras de expansão da planta de celulose da CMPC têm término previsto para maio de 2015.

Quando finalizada a ampliação, o complexo de Guaíba agregará mais cerca de 1,3 milhão de toneladas de celulose à sua capacidade anual, alcançando o patamar de 1,8 milhão de toneladas. O investimento em todo o projeto é estimando em aproximadamente R$ 5 bilhões.

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jcrs.uol.com.br