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O valor das cinzas: transformando passivo ambiental em ativo rentável para as indústrias de papel e celulose

Veolia, líder global em soluções de gestão de recursos e especialista em tecnologias de recuperação, apresenta ao mercado de celulose e papel uma abordagem inovadora para um dos maiores desafios operacionais do setor: o tratamento das cinzas geradas nas caldeiras de recuperação. Por meio do seu portfólio de tecnologias de evaporação e cristalização, a empresa oferece soluções que vão além do controle ambiental.

UM PROBLEMA CARO E QUE CORRÓI EQUIPAMENTOS

No ciclo de produção de celulose e papel, o Licor Negro, subproduto do processo de cozimento da madeira, é concentrado e utilizado como combustível na caldeira de recuperação. No entanto, esse licor carrega consigo elementos indesejados: Cloreto (Cl) e Potássio (K), que se acumulam progressivamente no ciclo de recuperação.

Esse acúmulo tem consequências sérias e custosas:

  • Redução da temperatura de fusão das cinzas, tornando-as pegajosas;
  • Deposição nas superfícies dos tubos da caldeira, comprometendo a troca térmica;
  • Aumento da incrustação e consequente corrosão, reduzindo a vida útil dos equipamentos e elevando os custos de manutenção.

Ao mesmo tempo, outros sais presentes no processo — como Sulfato de Sódio (Na₂SO₄) e Carbonato de Sódio (Na₂CO₃) — são essenciais para a manutenção do pH do licor e têm alto custo de reposição. O processo convencional de purga periódica para remoção de cloreto e potássio acaba eliminando também esses sais valiosos, obrigando as plantas a comprarem Soda para compensar as perdas — o que eleva significativamente os custos operacionais.

A SOLUÇÃO VEOLIA: DO CRP* AO ECRP* COM PRODUÇÃO DE SOP

A Veolia desenvolveu uma linha progressiva de soluções tecnológicas para endereçar esse desafio com crescente eficiência e retorno financeiro:

CRP* — Chloride Removal Process (Processo de Remoção de Cloreto)

A solução base para remoção seletiva de Cloreto e Potássio do ciclo de recuperação, protegendo os equipamentos e reduzindo a necessidade de manutenção corretiva.

ECRP* — Enhanced Chloride Removal Process (Processo Otimizado de Remoção de Cloreto)

Versão aprimorada com maior eficiência operacional. O sistema realiza a purga de Cloreto e Potássio de forma contínua e seletiva, sem remover os sais úteis do ciclo. Os resultados são expressivos:

Parâmetros Desempenho
Remoção de Cloreto (Cl) 88%
Remoção de Potássio (K) 90%
Recuperação de Sódio (Na) 93%
Recuperação de Sulfato (SO₄) 89%
Recuperação de Carbonato (CO₃) 91%

Com o ECRP*, a necessidade de adição de Soda ao processo é drasticamente reduzida, gerando economia direta e imediata nos custos operacionais.

ECRP* + SOP* — A Solução Mais Avançada: Transformando Resíduo em Produto

A versão mais completa do portfólio integrada ao ECRP* uma planta de produção de Sulfato de Potássio (SOP) — um fertilizante de alto valor agregado. O sal de glaserita formado no processo ECRP é processado, separado e seco, resultando em SOP puro, livre de cloreto, pronto para comercialização.

“O Potássio que antes prejudicava a performance da caldeira passa a ser um produto vendável fora dela”, afirma Gabriel Abrusio – Sales Engineer, Tecnologias e Produtos, Veolia | Water Tech.

ECONOMIA CIRCULAR NA PRÁTICA

A lógica do sistema ECRP* com SOP* é um exemplo concreto de economia circular aplicada à indústria:

  1. O Potássio é extraído da madeira durante o processo de produção de celulose;
  2. Em vez de ser descartado como efluente, é recuperado juntamente com o sulfato e transformado em fertilizante (SOP*).
  3. O SOP* pode ser aplicado diretamente nas florestas de eucalipto ou pinus — cujos solos brasileiros são naturalmente pobres em Potássio — ou comercializado no mercado local;
  4. O ciclo se fecha: o elemento removido da floresta a ela retorna, promovendo a recomposição nutricional do solo.

IMPACTOS AMBIENTAIS E OPERACIONAIS

A adoção das tecnologias de recuperação de recursos, gera benefícios que vão além da rentabilidade financeira:

  • Aumento da vida útil das caldeiras, com redução das paradas para limpeza e manutenção corretiva;
  • Maior eficiência térmica das caldeiras, graças à redução da sujidade nos tubos;
  • Redução da carga de sais (sulfatos e carbonatos) nos efluentes e, consequentemente, nos corpos hídricos;
  • Recuperação e reaproveitamento de sais, eliminando a necessidade de compra de insumos químicos para reposição no processo;
  • Produção de fertilizante sustentável, evitando a descarga de potássio nos efluentes e promovendo sua utilização nas florestas ou no comércio local.

ESTUDO DE CASO: USINA DE CELULOSE NO BRASIL

Da Corrosão à Economia Circular: Como uma Planta Brasileira Transformou seu Maior Problema Operacional em Vantagem Competitiva

O DESAFIO

O processo Kraft é eficiente, mas carrega uma vulnerabilidade crítica: o acúmulo progressivo de cloreto e potássio no ciclo de recuperação. Quando não controlado, esse acúmulo provoca corrosão acelerada, incrustações, perda de capacidade da caldeira e aumento dos custos operacionais.Para esta planta brasileira, o problema havia atingido nível crítico — exigindo uma solução definitiva e sustentável.

A SOLUÇÃO VEOLIA

A Veolia indicou a instalação de um sistema ECRP* (Enhanced Chloride Removal Process) como segundo estágio ao sistema já existente, capaz de:

  • Tratar até 10 ton/h de cinzas do precipitador eletrostático;
  • Prevenir perdas de capacidade da caldeira de recuperação;
  • Reduzir custos com corrosão, incrustação e reposição de insumos.

A implementação foi integrada ao processo existente, sem grandes interrupções operacionais.

ECONOMIA CIRCULAR NA PRÁTICA

O diferencial deste case está no destino do subproduto gerado: o Sulfato de Potássio (SOP) extraído das cinzas foi aplicado diretamente nas reservas florestais da própria empresa como fertilizante de alta qualidade.

RESULTADOS EM RESUMO

Indicador Resultado
Capacidade de tratamento de cinzas 10 ton/h / 240 ton/dia
Prevenção de perdas na caldeira Confirmada
Redução de custos operacionais Confirmada
Destinação do SOP produzido Fertilização das reservas florestais próprias
Fechamento do ciclo de nutrientes Economia circular implementada

Este case demonstra que a tecnologia ECRP* da Veolia não é apenas uma solução de controle de processo, é uma plataforma de geração de valor. Ao transformar cinzas problemáticas em fertilizante de alto desempenho e devolvê-lo às florestas que alimentam a produção, esta planta brasileira tornou-se um exemplo concreto de como a indústria de celulose pode operar de forma mais eficiente, mais rentável e mais responsável ao mesmo tempo. O que antes era descartado como resíduo passou a nutrir a próxima geração de florestas. Esse é o poder da tecnologia aliada à visão de sustentabilidade“, conclui Gabriel Abrusio – Sales Engineer, Tecnologias e Produtos, Veolia | Water Tech.

CONCLUSÃO

Por décadas, o acúmulo de cloretos e potássio nos ciclos de recuperação corroeu equipamentos, elevou custos e gerou passivos ambientais. A purga periódica tratava o sintoma — sem resolver o problema.

A Veolia propõe uma mudança de paradigma: transformar as cinzas da caldeira de recuperação em recurso estratégico. Com as tecnologias CRP*, ECRP* e ECRP* com produção de SOP, sua planta pode:

  • Recuperar sais valiosos que antes eram descartados;
  • Gerar nova receita com a produção de Sulfato de Potássio (SOP), fertilizante de alto valor agregado e livre de cloreto;
  • Fechar o ciclo de nutrientes, devolvendo potássio ao solo das florestas;
  • Prolongar a vida útil dos equipamentos e reduzir paradas não programadas;
  • Diminuir custos com insumos químicos e tratamento de efluentes;
  • Reduzir passivos ambientais e atender às crescentes exigências de sustentabilidade.

A pergunta não é mais se vale a pena tratar as cinzas — mas quanto valor sua planta ainda está deixando para trás.

Fale com nossos especialistas e descubra a solução ideal para o seu processo: golatam.veoliawatertechnologies.com/pt-br/contatobrasil.

*Marca registrada da Veolia; pode estar registrada em um ou mais países.

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