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Suzano deve investir em nova fábrica de celulose

O presidente da produtora de celulose, Walter Schalka, afirmou que novas oportunidades estão no radar da companhia

O presidente da Suzano, maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, Walter Schalka, afirmou que novas oportunidades estão no radar da companhia. “Estamos mais cautelosos na aprovação de investimentos para o próximo período”, declarou, em entrevista coletiva para comentar os resultados do terceiro trimestre.

Para 2020, o orçamento da companhia é de R$ 4,2 a R$ 4,3 bilhões. “O valor de 2021 só será conhecido no próximo ano”, destacou o executivo. Sem dar maiores detalhes, ele anunciou que a empresa investirá em uma nova fábrica de celulose, mas não especificou quando isso acontecerá.

A receita líquida de papel da fabricante foi de R$ 1.302 milhões no terceiro trimestre, maior em 28% ante o semestre anterior. O terceiro trimestre teve aumento de vendas em relação ao segundo, que foi mais impactado pelas medidas restritivas da pandemia de Covid-19.

O preço líquido médio foi de R$ 4.081 a tonelada no terceiro semestre, o que representa um aumento de R$ 57/ton (+1%) em relação ao mesmo período no ano passado, em função do efeito câmbio nas exportações, e uma redução de R$ 249/ton (-6%) em comparação com o 2T20, devido à queda dos preços de papel nos mercados internacionais.

“Imaginamos que, com a geração de caixa que temos e com eventual aumento de preços, dependendo do câmbio, poderemos chegar a um patamar adequado até o final de 2021”, observou Schalka.

VENDAS

As vendas de celulose da Suzano no 3T20 totalizaram 2.527 mil toneladas, “praticamente estáveis quando comparadas ao 3T19 e 9% abaixo do volume realizado no 2T20”, segundo o relatório.

De acordo com a empresa, o impacto da Covid-19 na indústria global de papel e celulose no intervalo foi diferente na forma e na intensidade nos principais mercados. A rápida retomada das atividades econômicas na China favoreceu, ao longo do terceiro trimestre, o gradual aquecimento da demanda por papel tissue, especialmente, além de papéis de imprimir e escrever e papéis especiais.

No caso de papéis tissue, a demanda continua demonstrando sólido crescimento, acima da média histórica em mercados como América do Norte e Europa, impulsionado, principalmente, pelo consumo doméstico e leve recuperação do segmento institucional durante as férias no Hemisfério Norte.

Na Europa, a recuperação da demanda por papéis de imprimir e escrever e papéis especiais vem ocorrendo de forma ainda tímida, mas ao final do trimestre, a empresa notou uma melhor taxa de utilização dos ativos da indústria. Os papéis para embalagens continuaram performando positivamente, “acompanhando os novos hábitos de consumo”.

As vendas de papel da Suzano (imprimir e escrever, papel cartão e tissue) no Brasil totalizaram 220 mil toneladas no período, um aumento de 57% em comparação com o 2T20 e de 4% em comparação ao 3T19, resultantes de maiores vendas de produtos para embalagem e papéis utilizados para campanhas eleitorais municipais. Já as vendas de papéis no mercado interno e externo no 3T20 totalizaram 319 mil toneladas, um aumento de 36% ante o 2T20, e de 2% na comparação com o 3T19. As exportações de papel representaram 31% do volume total vendido.

A Suzano tem capacidade de produção de celulose de eucalipto para 11 milhões de toneladas anuais. Após quedas em trimestres anteriores, a companhia conseguiu aumentar o valor da tonelada de celulose vendida à China, aumentando em US$ 20 o valor da tonelada, que passou a US$ 470.

“Fechamos o mês (de outubro) e concluímos negócios com o novo preço. Tivemos sucesso em implementar o reajuste. O ano de 2021, por causa de menores paradas para manutenção, indica que vamos produzir mais que 2020”, afirmou o diretor comercial de celulose da Suzano, Carlos Aníbal.

O executivo ainda se disse otimista com o aumento da demanda por celulose no quarto trimestre. “Todas as regiões em que atuamos melhoraram a demanda no terceiro trimestre. Este trimestre vai ser forte em produção de papel na China e isso tem a ver com alta na demanda doméstica e aumento de exportações para a região, o que é um impulsionador para a celulose”, concluiu.

Fonte
Monitor Mercantil
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