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Câmbio beneficia resultados da Suzano no terceiro trimestre

No intervalo, a companhia teve vendas de celulose e papel em volumes menores

O resultado operacional da Suzano no terceiro trimestre foi impulsionado pelo câmbio desvalorizado, apesar das vendas de celulose e papel em volumes menores, na visão de analistas que acompanham o setor. Simultaneamente, a desvalorização de 3% do real com relação ao dólar entre o início e o fim do trimestre impactou negativamente nas operações com derivativos e na dívida, o que levou a companhia a registrar novo prejuízo líquido bilionário no período, ainda que mais baixo em comparação ao ano passado.

De acordo com a média das projeções de Itaú BBA, Bank of America (BofA), Morgan Stanley e J.P. Morgan, a Suzano deve reportar receita líquida de R$ 7,2 bilhões entre julho e setembro, com alta de 9% na comparação anual. Já as vendas em volume de celulose devem ter diminuído no intervalo, tendo em vista que a companhia já eliminou os estoques em excesso que possuía e houve concentração de paradas para manutenção nesse trimestre, na esteira da pandemia do coronavírus.

O Ebitda (resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, por sua vez, deve ter alcançado R$ 3,4 bilhões, com expansão de 42% na mesma base. A empresa gera receitas em dólar e tem a maior parte dos custos denominada em real, de modo que o dólar mais forte é sempre benéfico do ponto de vista operacional.

No resultado financeiro, porém, a variação cambial deverá ser refletida em perdas com derivativos, estimadas em cerca de R$ 1,4 bilhão pelo BofA, e com a marcação a mercado da dívida expressa em moeda estrangeira, que correspondia a 80% do total em junho. Com isso, a Suzano deve ter registrado prejuízo líquido de R$ 1,9 bilhão no trimestre, frente à perda líquida de R$ 3,5 bilhões no ano anterior.

Para os analistas Daniel Sasson, Ricardo Monegaglia e Edgard Pinto de Souza, do Itaú BBA, a companhia deve anunciar bons resultados nesta sexta-feira, 30, após o fechamento do mercado. As vendas em volume de celulose foram impactadas por paradas para manutenção, fim da desestocagem e sazonalidade mais fraca, com recuo de 6% na comparação anual e de 14% (ou cerca de 400 mil toneladas) em relação ao segundo trimestre, para 2,4 milhões de toneladas.

Também acompanhando as paradas para manutenção no período, o Itaú BBA prevê um aumento de R$ 45 por tonelada no custo do produto vendido. Para os preços da celulose, a expectativa é de estabilidade na comparação trimestral. No papel, a queda nas vendas de imprimir e escrever devem ter anulado a melhora nos segmentos de tissue e cartões, resultando em baixa de 11,8% frente ao terceiro trimestre de 2019, para 276 mil toneladas. Em comparação ao segundo trimestre, houve recuperação e alta de 17%.

Ainda na avaliação da equipe de analistas do BofA, os resultados da Suzano no terceiro trimestre devem ter sido positivos e a empesa é a que mais se beneficia, entre suas concorrentes na América Latina, do câmbio desvalorizado.

Já na avaliação dos analistas de commodities do J.P. Morgan, os preços da celulose devem ter diminuído na comparação trimestral e o volume de vendas da fibra, afetado pela sazonalidade. De modo geral, as companhias com portfólio mais diversificado, como a Klabin, devem ter tido melhor desempenho no intervalo, sugerem os analistas.

Fonte
Valor Econômico
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