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Silvicultura aumenta participação e responde por quase 80% da produção florestal

A atividade consiste na exploração de madeiras de florestas cultivadas para fins comerciais, como eucalipto e pinus

Depois de ter recuado 2,7% em 2019, o valor da produção primária florestal voltou a crescer no Brasil em 2020, de acordo com a pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS 2020), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta foi de 17,9%, para R$ 23,6 bilhões.

De acordo com Carlos Alfredo Guedes, gerente de Agricultura do IBGE, o crescimento foi influenciado, entre outras coisas, pela alta dos preços de celulose no mercado externo, além da valorização do dólar, que deixou os produtos brasileiros mais baratos.

Desde 2000, a maior parte da produção primária florestal é composta pela silvicultura, que é a exploração de madeiras de florestas cultivadas para fins comerciais, como eucalipto e pinus. No ano passado, ela ampliou ainda mais sua participação, respondendo por 79,8% do montante total.

Em 2020, o valor da produção da silvicultura cresceu 21,3%, para R$ 18,8 bilhões, após uma queda de 5% em 2019. A expansão foi generalizada, entre todos os grupos de produtos, com destaque para madeira em tora para papel e celulose, segundo o IBGE.

A produção de madeira em tora para papel e celulose subiu 10,7% e alcançou o segundo maior volume da série histórica da pesquisa, iniciada em 1974, com 88 milhões de metros cúbicos. O recorde foi em 2018, com 92,7 milhões de metros cúbicos. Impulsionado pelo aumento de preços no mercado internacional e pela alta do dólar, o valor de produção cresceu ainda mais – 25,6%, para R$ 5,8 bilhões.

CIDADES EM DESTAQUE

De acordo com a pesquisa, Minas Gerais manteve a liderança entre os estados com maior valor da produção florestal em 2020: R$ 6 bilhões, valor 37,4% superior a 2019. Assim, Minas respondeu por mais de um quarto (25,9%) do valor da produção nacional e por um terço (32,1%) no caso da silvicultura.

O Paraná ficou em segundo lugar, com R$ 4,78 bilhões, alta de 34,7% ante 2019, sendo R$ 4,2 bilhões de silvicultura. A terceira posição no ranking foi conquistada pelo Rio Grande do Sul.

O município de Telêmaco Borba (PR) teve o maior valor da produção florestal primária de 2020, com R$ 568 milhões exclusivamente provenientes de silvicultura, mais que o dobro que em 2019 (R$ 212,9 milhões). O destaque ficou com o salto da produção de madeira em tora para papel e celulose (113%) – principalmente a de pinus, cujo valor avançou 276,5%.

Entre os 20 municípios do Brasil com maiores valores de produção florestal, 17 se sobressaíram na exploração de florestas plantadas, sendo que as regiões Sul e Sudeste concentram grande parte da produção florestal do país. Juntas, corresponderam a 69,6% do valor da produção, impulsionadas, sobretudo, pela área de florestas plantadas.

FLORESTAS PLANTADAS

O levantamento ainda mostrou que a área de florestas plantadas somou 9,3 milhões de hectares em 2020 – recuo de 0,7% ante 2019 – sendo a maior parte (70,6%) no Sul e no Sudeste do país. As áreas com cobertura de eucalipto representaram 80,2% das florestas plantadas para fins comerciais, quase metade delas (44,3%) no Sudeste. Já no Sul, há predominância de florestas de pinus, com 84,6% do total da região no ano passado.

Na análise por estados, Minas Gerais ficou com a maior área de florestas plantadas: 2,1 milhões de hectares, 1,4% a mais que em 2019. O número reflete a força do estado na silvicultura, setor em que é líder em valor de produção.

O Mato Grosso abriga cinco dos dez municípios com maior área de florestas plantadas no Brasil, incluindo os três primeiros colocados no ranking: Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo e Água Clara.

Fonte
Valor Econômico
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