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Portugal: Fábrica de Cacia e mercado tissue são foco na estratégia da Portucel

Portucel quer disputar um mercado avaliado em mais de dez mil milhões de euros.

papel-higienico

A estratégia da Portucel para os próximos dez anos passa fundamentalmente pelo mercado do ‘tissue’ e pela fábrica de Cacia, em Aveiro, Portugal. Com um volume de investimento que ainda depende das negociações da empresa de Pedro Queiroz Pereira com os fabricantes de maquinas, a Portucel pretende disputar um mercado que inclui a produção de lenços de papel, papel de cozinha, papel higiênico, bem como papel para consumo industrial, como as toalhas de mão. Um mercado que movimenta anualmente cerca de dez mil milhões de euros por ano a nível mundial.

Tal como divulgado em Novembro, a Portucel envolveu consultoras internacionais e bancos de investimento no sentido de encontrar novos investimentos, continuando a considerar Portugal como mercado prioritário, tendo definido como ponto central da estratégia o investimento no segmento de tissue que apresenta uma taxa média de crescimento de 3% ao ano. Nos mercados emergentes, o European Tissue Symposium (ETS), organização europeia que agrega os produtores europeus, e da qual faz parte a portuguesa Renova, estima que nos mercados emergentes o crescimento será de 7% ao ano.

A estratégia para o mercado tissue já está em desenvolvimento, tendo a Portucel anunciado em Agosto deste ano um investimento de 56,3 milhões de euros na unidade de Aveiro, que sabe-se agora se destina a converter a fábrica para o segmento de tissue. O investimento em curso permitirá aumentar a capacidade de produção em cerca de 20%, mas para que a estratégia fique completa será necessário instalar em Cacia uma máquina de produção de papel ‘tissue’ de grandes dimensões. O valor do investimento ainda não está fechado, estando atualmente em negociação com os produtores dos equipamentos.

O objetivo da Portucel é chegar, a médio prazo, à liderança do mercado europeu, baseia-se na posição conseguida no mercado de papel não revestido – é a principal produtora europeia, e a sexta maior a nível mundial -, e no fato de faturar  hoje quase tanto como os três maiores produtores europeus de ‘tissue’: 1.530 milhões de euros em 2013. A empresa, presente em 127 países pretende usar a atual rede de vendas para destronar a alemã Wepa, que fatura anualmente mais de 850 milhões de euros por ano.

O mercado europeu é dominado pela Wepa, seguida pelas italianas Sofidel, Lucart e ICT e a finlandesa Metsa Tissue, estas últimas com vendas de papel ‘tissue’ inferiores a 500 milhões de euros.

A portuguesa Renova surgem no ranking na sexta posição com um faturamento de 100 milhões de euros por ano. Com duas fábricas em Portugal, a empresa dispõe de uma capacidade instalada que chega a 100 mil toneladas por ano.

economico.sapo.pt