NotíciasPersonal Care

P&G e Universidade de Michigan fazem parceria para reciclar polímeros de fraldas

O processo desenvolvido tem o objetivo de desembaraçar os polímeros superabsorventes e reciclá-los em materiais semelhantes aos adesivos pegajosos usados em post-its e band-aids

A equipe da Universidade de Michigan (UM), em parceria com a Procter & Gamble, desenvolveu um processo de três etapas para desembaraçar os polímeros superabsorventes das fraldas e reciclá-los em materiais semelhantes aos adesivos pegajosos usados em post-its e band-aids.

Anne McNeil, professora de química e ciência macromolecular e engenharia, e Takunda Chazovachii, que recentemente concluiu seu doutorado em química de polímeros na UM, trabalharam com a Procter & Gamble para desenvolver esse processo. O método precisava ser eficiente em termos de energia e capaz de ser implantado em escala industrial.

“Reciclagem mecânica é o que a maioria das pessoas pensa: você separa diferentes plásticos com base em suas identidades, corta-os em pequenos pedaços, derrete-os e reutiliza-os, o que diminui a qualidade do produto”, disse a química Anne McNeil, autora correspondente do estudo. A reciclagem mecânica leva a materiais de qualidade inferior porque os plásticos de diferentes empresas são construídos de forma diferente: os polímeros podem ter diferentes comprimentos de cadeia ou ser alterados com diferentes aditivos e corantes.

“Existem tantos problemas, tudo geralmente é reciclado e acaba como fibras de carpete ou bancos de parque”, afirmou McNeil, cujo laboratório se concentra na reciclagem química de plásticos. “A reciclagem química é a ideia de usar química e transformações químicas para fazer um material de valor agregado, ou pelo menos um material tão valioso quanto o original”.

As qualidades que geralmente tornam os plásticos desejáveis, como tenacidade e durabilidade, também são responsáveis por sua dificuldade de reciclagem. Em particular, os polímeros são difíceis de quebrar porque eles são mantidos juntos por ligações estáveis.

“Polímeros superabsorventes são particularmente difíceis de reciclar porque são projetados para resistir à degradação e reter água permanentemente”, comentou Chazovachii. “Os polímeros e adesivos superabsorventes são derivados do ácido acrílico. Essa origem comum inspirou nossa ideia de reciclagem”.

Os polímeros em materiais superabsorventes se parecem com uma rede de pesca mal tecida, diz McNeil, em vez de uma malha de favo de mel. Esses polímeros têm uma ligação cruzada a cada 2.000 unidades, que é mais do que suficiente para criar uma estrutura de rede insolúvel.

Para reciclar esses materiais, os pesquisadores precisavam encontrar uma maneira de desvincular o polímero de rede em cadeias solúveis em água. Chazovachii descobriu que quando esses polímeros são aquecidos na presença de ácido ou base, suas ligações cruzadas são quebradas.

Os resultados do estudo foram publicados na Nature Communications.

Fonte
Nonwovens Industry
Mostrar mais

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo