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Navigator anuncia novo aumento de preços em até 8%

A empresa também informou que cobrará uma sobretaxa de 50 euros por tonelada para todos os produtos comercializados

A Navigator vai voltar a aumentar os preços do papel, a partir de novembro, em todos os mercados onde opera. Além do aumento, que será de até 8%, passará a cobrar uma sobretaxa extraordinária de 50 euros por tonelada para todos os produtos comercializados. A justificativa para a decisão é o agravamento dos custos das matérias-primas e da logística.

“A The Navigator Company anuncia hoje que irá aumentar novamente os preços do papel fino não revestido, em todos os mercados, em até 8%, a partir de 1º de novembro”, informou a empresa, em comunicado divulgado na sexta-feira, 15.

 “A Navigator será também forçada a aplicar, sobre esse aumento, uma sobretaxa extraordinária de 50 euros por tonelada em todos os produtos e marcas em todos os mercados, para encomendas a partir de 1º de novembro e durante, pelo menos, os próximos meses”, acrescentou. A aplicação desta sobretaxa será revista “regularmente com base na evolução das condições de mercado”.

A empresa já havia anunciado um aumento dos preços a partir do final de setembro, em 6%, devido ao aumento dos custos dos materiais, da energia e da logística associada à operação.

A evolução dos preços está relacionada ao “aumento acentuado” dos custos absorvidos pela companhia, desde as fibras até as licenças de carbono, passando pelos químicos, embalagens, logística e energia. De acordo com a Navigator, todos estes aumentos repentinos têm um impacto muito significativo em toda a estrutura de custos da indústria, que deve durar vários meses.

Nesse cenário, afirma ter sido “forçada” a tomar a decisão “sem precedentes” de implementar uma sobretaxa extraordinária. “A Navigator acredita que esta medida excepcional é imperativa para suportar a sustentabilidade de longo prazo não só do seu modelo de negócio, mas de toda a cadeia de fornecimento”, justificou.

Os novos preços são válidos até ao final para o ano, para todas as operações, em andamento, encomendadas ou em projeto. No entanto, estão sujeitos a novas alterações a qualquer momento, “considerando a volatilidade das atuais condições de mercado da energia, matérias-primas e logística”.

Fonte
Jornal de Negócios
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