fbpx

Banner Animado Adritz no Portal Tissue Online

Celulose Notícias

Mato Grosso do Sul atinge 1,2 milhão de hectares de florestas plantadas

plantação de eucalipto

 Indústrias de papel e celulose em Três Lagoas são responsáveis pelo fortalecimento da economia do estado; setor passou a ser o primeiro item da pauta de exportação

florestas eucalipto mato grosso do sul

Divulgação

O setor de florestas plantadas de Mato Grosso do Sul atingiu a marca de 1,2 milhão de hectares, de acordo com a Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas. Esse resultado coloca o estado entre os três maiores produtores de eucalipto do país, atrás apenas de Minas Gerais e agora à frente de São Paulo.

Além disso, de acordo com a Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), o grupo de papel e celulose obteve receita de 2 bilhões de dólares em 2019. Quanto à participação relativa, a indústria respondeu por 69% de toda a receita de exportação.

O crescimento verificado nos últimos anos se deve a alguns fatores estratégicos. Em 2008, a Reflore-MS e o Sebrae criaram o Plano Estadual de Florestas, e o Mato Grosso do Sul foi o primeiro a desonerar o produtor rural do licenciamento ambiental, por exemplo.

“Com a criação desse plano, tudo se tornou mais acessível, até porque as grandes empresas que se instalam trazem com elas preocupações que vão além do nível ambiental, social e econômico porque buscam a certificação florestal, que é muito mais rigorosa que qualquer umas das leis ambientais”, afirmou o diretor-executivo da Reflore-MS, Dito Mário.

As facilidades encontradas para o cultivo de eucalipto em Mato Grosso do Sul contribuíram para a instalação de grandes indústrias de papel e celulose em Três Lagoas. Elas são responsáveis pelo fortalecimento da economia do estado. A celulose passou a ser o primeiro item da pauta de exportação.

“O estado vem se consolidando no mercado florestal, especialmente como player de celulose. Ele cresceu muito mais rápido do que o plano feito em 2008, que previa que até 2030 teríamos três indústrias do celulose, hoje já temos duas unidades da Suzano e uma da Eldorado Brasil, com possibilidade de expansão e novos projetos em análise”, destacou Júnior Ramires, presidente da Câmara Setorial de Silvicultura do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

banner animado lotus quimica

OLHAR PARA O FUTURO

De acordo com Ramires, a área florestal também superou as expectativas. A previsão era atingir 1 milhão de hectares até 2030. “Atingimos 1,2 milhão, o que causa certa preocupação para o futuro. Quando pensamos que o estado teria 1 milhão de hectares, o consumo projetado era de 33 milhões de metros cúbicos, mas atingimos apenas 22 milhões. Essa realidade gera um desequilíbrio de oferta e demanda, o que deprecia o preço da madeira. Com isso, alguns projetos se tornam inviáveis. Mesmo assim acredito que essa realidade tende a se estabilizar porque o estado tem potencial de crescimento, especialmente, no mercado de celulose e também na diversificação do uso da madeira, que será essencial para a consolidação do mercado”, explicou.

LEIA TAMBÉM: