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Irani lança embalagem com tecnologia anti-covid

A novidade, desenvolvida diante da maior necessidade de higienização em virtude da pandemia, é capaz de inativar o vírus em até cinco minutos, com eficácia superior a 99,99%

As mudanças de comportamento, especialmente com relação às medidas de higiene, motivadas pela pandemia do coronavírus, têm gerado novas oportunidades de negócio para empresas de diversos segmentos, incluindo o de embalagens. É o caso da Irani, que, motivada pela necessidade de higienização das compras levadas para casa, lançou uma embalagem de papel com tecnologia antiviral, antibacteriana e antifúngica, capaz de inativar o vírus da Covid-19 em até cinco minutos após o contato, com eficácia superior a 99,99%.

Embalagem com tecnologia anti-covid, novidade da Irani.

“Vimos diversas mudanças no comportamento de consumo do brasileiro, que passou a fazer mais compras pelo e-commerce e via delivery, recebendo assim um maior volume de embalagens em casa”, comenta Sérgio Ribas, diretor-presidente da Irani.

Nesse cenário, além de auxiliar na higienização das embalagens e inativar o SARS-CoV (Síndrome Respiratória Aguda Grave), a novidade também é eficaz contra outros tipos de vírus, o MERS-CoV (Síndrome Respiratória do Oriente Médio), o CCoV (gastroenterite em cães), o H1N1 (infecção respiratória) e o adenovírus (resfriado) e, ainda, fungos e bactérias.

Para assegurar essa eficácia, o papelão recebe micropartículas de prata no momento em que é fabricado. Esse componente, já usado anteriormente em tecidos, garante proteção contra o vírus da Covid-19 pois rompe a “barreira” do vírus, causando a sua inativação e, portanto, diminuindo o risco de contrair a doença. O produto foi um trabalho conjunto da área de Pesquisa & Desenvolvimento da Irani com a startup Nanox, especializada no desenvolvimento de produtos anti-covid. Fundada em 2004, a Nanox é uma das principais empresas do mundo na produção e comercialização de aditivos bactericidas e antivirais a partir de nanotecnologia.

A fabricante não revela o valor investido no produto, que deve ser superior em 15% em relação à embalagem comum de papelão. “É uma embalagem exclusiva e inédita no Brasil, com grande valor agregado”, ressalta Ribas.

Atualmente, cerca de 70% da demanda da Irani provém da indústria de alimentos. “Entre os segmentos com maior potencial de adesão à nova embalagem, estão os frigoríficos e a indústria alimentícia”, diz o executivo. Ele também aposta que os setores de comércio eletrônico e delivery terão alta demanda.

“Apesar dos recentes estudos apontarem a baixa transmissão do novo coronavírus por superfícies, sendo maior a propagação pela exposição através do ar e do contato direto com outras pessoas, entendemos que a busca por maior higiene é uma nova demanda dos consumidores”, completa Andrea Quintana, gerente de marketing e inovação da Irani.

Em um primeiro momento, a inovação será mais cautelosa e a produção será de 150 toneladas mensais na fábrica de Vargem Bonita, em Santa Catarina, o que corresponde a 1,4% do volume total. “A companhia já vem operando com toda a sua capacidade produtiva. Temos certeza de que haverá aumento da demanda por este tipo de produto”, declara Jair Bilibio, gerente comercial de embalagem da Irani.

A iniciativa da companhia, que está celebrando seus 80 anos, faz parte do Irani Labs, programa de conexão com startups lançado em 2020, com o intuito de buscar soluções inovadoras e tecnológicas para o mercado de papel e embalagem.

Fonte
Folha de São PauloExame
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