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Entenda a importância da biossegurança na produção de papel tissue

No Brasil, práticas seguras em conformidade com a Lei de Biossegurança mitigam os riscos de contaminação

A biossegurança é um conjunto de medidas voltadas à proteção de trabalhadores e/ou pacientes em clínicas e hospitais. Por meio da orientação do uso adequado de equipamentos e protocolos de higienização e saúde, o objetivo é reduzir a exposição das pessoas a riscos biológicos e químicos.

Na produção de tissue, a biossegurança é um processo primordial, pois esses papéis têm contato direto com o corpo humano, sendo usados tanto para alimentação quanto para higiene pessoal. Caso algum produto não seja devidamente fiscalizado com base nas normas da biossegurança, há o risco de que ele esteja contaminado por germes ou bactérias e cause infecções nos consumidores.

Algumas normas, como o uso de equipamentos de proteção, a correta higienização das mãos, o descarte de lixo hospitalar, entre outros protocolos, são fundamentais para garantir a biossegurança em todas as áreas. Com as condutas corretas, pode-se evitar acidentes laboratoriais, preservando, além do indivíduo, o meio ambiente a sociedade como um todo.

No Brasil, existe a CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança), uma instância colegiada multidisciplinar, criada por meio da Lei nº 11.105, de 24 de março de 2005. Sua finalidade é prestar apoio técnico consultivo e assessoramento ao governo federal na formulação, atualização e implementação da Política Nacional de Biossegurança relativa a OGM (Organismos Geneticamente Modificados), bem como no estabelecimento de normas técnicas de segurança e pareceres técnicos referentes à proteção da saúde humana, dos organismos vivos e do meio ambiente, para atividades que envolvam a construção, experimentação, cultivo, manipulação, transporte, comercialização, consumo, armazenamento, liberação e descarte de OGM e derivados.

Visando ao aumento da produtividade no mercado de tissue, a CTNBIO, em 2015, aprovou o uso comercial de eucalipto geneticamente modificado. Os estudos de campo, realizados desde 2006 em várias regiões do Brasil, mostraram que esse tipo de eucalipto possibilitará obter pelo menos 20% a mais de madeira se comparado com o clone tradicional. Considerando que o eucalipto é a principal matéria-prima para a produção de papel tissue, com essa nova tecnologia, os fabricantes poderão otimizar seus custos e produzir mais, com um custo menor.

No ano passado, a CTNBio aprovou, para uso comercial, uma nova variedade de eucalipto geneticamente modificado (GM) tolerante a herbicida. A nova tecnologia foi desenvolvida pela FuturaGene, subsidiária da Suzano e líder em pesquisa e desenvolvimento genético de plantas voltados ao aumento da produtividade e da resiliência do setor florestal renovável global.

Fonte
Agência Dino
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