A Eldorado Brasil divulgou os resultados do terceiro trimestre, que foram impulsionados por preços realizados acima da média de mercado. A empresa alcançou uma receita líquida de R$ 1,6 bilhão, superando o recorde marcado no trimestre anterior.
Em comparação ao ano passado, a receita subiu 40% e, na comparação trimestral, o crescimento foi de 2%, apesar da queda de produção e vendas em volume decorrente da parada programada na fábrica em Três Lagoas (MS), que ocorre a cada 15 meses.
A companhia produziu 416 mil toneladas de celulose, entre julho e setembro, o que representa uma queda de 11% na comparação anual e de 10% em relação ao segundo trimestre. A empresa vendeu 408 mil toneladas, recuando 13% e 7%, respectivamente.
O Ebitda (resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado trimestral alcançou R$ 1 bilhão pela segunda vez na história, com alta de 64% ante o mesmo intervalo de 2020.
Apesar do resultado financeiro negativo de R$ 610 milhões, a Eldorado encerrou o intervalo com lucro líquido de R$ 352 milhões, mais de três vezes acima do registrado no terceiro trimestre de 2020.
Segundo o diretor financeiro da companhia, Fernando Storchi, apesar do resultado do lucro líquido triplicado, não está nos planos da companhia, até o momento, pagar dividendos. O foco continua sendo preparar a empresa para o próximo ciclo de crescimento e reduzir a alavancagem financeira, que, em setembro, caiu ao menor nível desde a constituição da Eldorado, para 1,7 vez.


















