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Com aquisições, setor de embalagens deve continuar em alta em 2022

Novos investimentos devem ser anunciados após a recente chegada da chilena CMPC a esse mercado no Brasil

Este ano deve continuar o ritmo acelerado de expansão de capacidade instalada e de fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês) visto desde 2020 na indústria de embalagens.

Novos investimentos devem ser anunciados após a recente chegada da chilena CMPC a esse mercado no Brasil, com a aquisição de ativos industriais e florestais da Iguaçu Celulose Papel – o que mantém elevado o interesse de grupos estrangeiros por operações locais.

Além das companhias estrangeiras, fundos de private equity têm avaliado ativos brasileiros associados a embalagem, de acordo com o líder de Corporate Finance da Duff & Phelps, A Kroll Business, Alexandre Pierantoni. Atualmente, a consultoria tem entre dois e três mandatos de venda no país e as incertezas quanto ao crescimento da economia doméstica não diminuíram o interesse de potenciais compradores.

“Eles estão olhando [embalagens] flexíveis, rígidas, de papelão ondulado. Há oportunidade de aquisição em todos os segmentos. Muitas empresas ainda são familiares e precisam investir para crescer”, diz Pierantoni.

Em dezembro, a CMPC acertou a compra de três fábricas e florestas da paranaense Iguaçu Celulose Papel por cerca de R$ 946 milhões – incluindo dívidas que serão pagas. O grupo chileno chegou ao mercado local de embalagens já na posição de segunda maior fornecedora de sacos de papel, atrás da Klabin.

O mercado deve seguir em rota de consolidação e, nesse cenário, grandes nomes de capital nacional também estão monitorando oportunidades e apostando em capacidade. Em embalagens de papel, além do anúncio recente da CMPC, a Klabin comprou, em 2020, os ativos da International Paper nesse segmento no Brasil, consolidando-se na liderança do mercado caixas de papelão ondulado, com uma fatia de 24%.

Investindo R$ 12,9 bilhões no Paraná para ampliar a produção de papéis para embalagem, a companhia é considerada forte candidata a novos investimentos ou aquisições.

Conforme Pierantoni, potenciais compradores de ativos no país têm demonstrado interesse em especial pelos segmentos de maior valor agregado. “Commodity segue sendo importante, mas os mercados de nicho crescem mais”, explica.

A presidente da Associação Brasileira de Embalagens em Papel (Empapel), Gabriella Michelucci, afirma que os clientes da indústria têm buscado cada vez mais embalagens inteligentes, leves e racionalizadas. “Esse deve ser um grande avanço para 2022”, diz a executiva.

Simultaneamente, as embalagens estão deixando de ser vistas apenas como meio de transporte do produto para ter um papel mais ativo na experiência do consumidor. Entre as tendências fortes, estão mais cores, beleza e melhor identificação da marca.

Para 2022, a previsão inicial é de expansão de 1,3% a 1,4% nas expedições de chapas, caixas e acessórios de papelão no país, para um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) estimado em 1,2%.

Fonte
Valor Econômico
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