Após dificuldades em 2021, mercado de tissue começa a se estabilizar
Contando com a presença de executivos, painel “O futuro do mercado de tissue” trouxe insights relevantes sobre o mercado

Na última quarta-feira, 30, aconteceu o painel “O futuro do mercado de tissue”, durante o Tissue Summit Brasil 2022, principal evento do setor no país. O debate foi moderado por Felipe Quintino, fundador e CEO do Tissue Online, e teve as participações de Marcelo De Domenico, CEO da Damapel; Fernando Pinheiro, CEO da COPAPA; Luciano Barboza, CEO da IPEL e Luis Delfim, Diretor Geral da Softys.
O painel trouxe insights bastante relevantes sobre o mercado. No bate-papo, houve consenso de que 2021 foi um ano de muitas dificuldades e que, apesar de dos atuais desafios, 2022 já mostra maior estabilidade.
“Entramos em um período de estabilidade, ainda não é um crescimento, mas deixa de ser uma ‘queda-livre’, declarou o CEO da Damapel. Para ele, outro ponto relevante é a entrada de um grande player de celulose no segmento de tissue. “A entrada efetiva de novas máquinas da Bracell num mercado super ofertado pode desequilibrar novamente, mas deve acontecer em cerca de dois anos. Enquanto isso, pode haver certa tranquilidade”, afirmou Domenico, destacando que o formato da discussão foi muito positivo para todos os participantes do evento.
“No geral, o painel demonstrou que em 2022 passa ser o ano em que devemos nos reposicionar”, declarou o CEO da IPEL. “2021 foi um ano difícil para todos; foi preciso aprender e fazer mudanças para hoje termos um ano com estabilidade, sem deixar de ter desafios”, completou, ressaltando que o debate foi uma oportunidade única para ouvir e validar informações com os concorrentes.
“Estamos passando por um momento difícil, com custos elevados, mas também temos alternativas. Foram apresentados vários caminhos durante o painel, para que possamos convergir as soluções ou alternativas que levem a esses caminhos”, comentou Luis Delfim. Na visão do executivo, o painel permitiu que os fabricantes compartilhassem sua visão e perspectivas para o futuro, principalmente por estarem em um ecossistema que reúne fornecedores, possibilitando aprendizado mútuo.
“É unânime que o mercado tem grande potencial. O cenário é melhor em 2022, após um 2021 difícil, mas ainda temos custos altos. A falta de insumos tem se normalizado e os preços vêm se consolidando, trazendo alguma estabilidade para que, aos poucos, possamos repassar os custos”, concluiu Pinheiro. O CEO da COPAPA ainda salientou que as inovações apresentadas no Tissue Summit são fundamentais – prova disso é que, após a edição de 2019, diversos players implementaram ideias apresentadas no evento.
Na visão de Felipe Quintino, o painel foi uma verdadeira aula sobre o modelo de negócio de tissue e como este mercado pode evoluir. “O mercado está passando por um momento muito difícil com relação a custos, demanda, reposicionamento de preço, crise econômica e diminuição do poder de compra da população. O nosso consumo per capita no Brasil ainda é pequeno e tem muito para crescer, como países vizinhos, a exemplo do Chile. Os participantes trouxeram muitos assuntos que podem ajudar nesta lição de casa, como o saneamento básico”, disse.
Para o CEO do Tissue Online, os fabricantes estão enfrentando as mesmas dificuldades em toda a indústria. “A indústria de bens de consumo sofre pelo mesmo problema, porque se o poder aquisitivo da população cai, ela impacta completamente todo mercado, seja ela de tissue, fralda, absorvente, lenço umedecido ou qualquer item de higiene pessoal”, finalizou.
O Tissue Summit Brasil 2022 aconteceu nos dias 30 e 31 de março, no Hotel Tivoli Mofarrej, em São Paulo.

















