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Analistas esperam 2º trimestre forte para Fibria e Klabin

A Fibria, maior produtora mundial de celulose de eucalipto, e a Klabin, maior fabricante brasileira de papéis para embalagens, divulgam balanço amanhã, antes da abertura do mercado, e devem mostrar forte desempenho operacional no segundo trimestre, beneficiado por preços mais altos e pelo efeito positivo do câmbio nas exportações. O impacto da variação cambial na parcela da dívida que está denominada em moeda estrangeira, porém, deve ter contido o avanço do lucro líquido das companhias no intervalo.

klabin e fibria

De acordo com a média das projeções de Bradesco BBI, Itaú BBA, Santander e BTG Pactual, a Fibria reportará lucro líquido de R$ 645 milhões entre abril e junho, com alta de 2,2% frente ao ganho líquido apurado um ano antes. Para a última linha do balanço, as estimativas dos analistas variaram de R$ 414 milhões a R$ 757 milhões. Já o Ebitda da Fibria deve mostrar crescimento de 93,6% na comparação com o segundo trimestre do ano passado, para R$ 1,15 bilhão, conforme a média das quatro estimativas, e a receita líquida deve subir 36,8%, para R$ 2,317 bilhões.

De acordo com a média das estimativas das quatro instituições financeiras, a Klabin, por sua vez, deverá reportar lucro líquido trimestral de R$ 175,3 milhões, 28,2% abaixo dos R$ 244 milhões apurados um ano antes. Para a receita líquida trimestral da companhia, a projeção média é de R$ 1,295 bilhão, com avanço de 12,5%. Já o Ebitda ajustado deverá subir 16%, para R$ 387,8 milhões.

Segundo o Bradesco BBI, os resultados da Fibria no segundo trimestre serão suportados, sobretudo, pelo preço médio trimestral em reais mais alto da celulose em 15 anos, refletindo tanto a evolução da cotação em dólar quanto a desvalorização do real. Essa cotação, de R$ 2,4 mil por tonelada, deve mais do que compensar os custos com a parada programada da Veracel, joint venture entre a companhia e a sueco-finlandesa Stora Enso.

Em termos de volume, porém, os analistas Alan Glezer e Arthur Suelotto, do Bradesco, indicam que deve haver queda de 4% nas vendas da companhia na comparação com o segundo trimestre de 2014, para 1,28 milhão de toneladas. Os especialistas lembram que no segundo trimestre do ano passado a Fibria optou por vender o estoque excedente de celulose.

Para a equipe de análise do Itaú BBA, a Klabin deve mostrar resultado operacional mais forte no trimestre diante de preços domésticos mais altos para o papel – cerca de 4% na comparação anual – e preço médio de exportação em real superior (em torno de 33% por conta da depreciação do real no período). O volume comercializado também impulsionou o resultado, com expansão de 4% frente ao segundo trimestre de 2014, para 436 mil toneladas.

Já os analistas do Bradesco ressaltaram que a Klabin deve divulgar “volumes resilientes” no segundo trimestre, beneficiados pelas exportações. “Os volumes comercializados devem crescer 2% em termos homólogos, principalmente diante da escalada de 10% das exportações, já que os volumes domésticos mostraram retração nessa base de comparação. Houve convergência da rentabilidade entre os mercados interno e externo e a Klabin está entregando margens de exportação semelhantes às do mercado interno”, escreveram.

Em relação ao Projeto Puma, Glezer e Suelotto afirmam que as obras da nova fábrica de celulose da Klabin atingiram 75% de progresso, com provável pico dos investimentos entre abril e junho, acima do desembolso de R$ 1 bilhão verificado no primeiro trimestre. A instituição projeta a alavancagem financeira medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ficou em 4,2 vezes.

Valor Econômico