O sindicato dos trabalhadores papeleiros finlandeses emitiu um novo anúncio de greve para a UPM, declarando que a paralisação nas fábricas finlandesas será prorrogada por duas semanas, até 5 de fevereiro, a menos que novos acordos sejam estabelecidos antes disso. A greve do sindicato dos trabalhadores papeleiros da UPM na Finlândia começou em 1º de janeiro.
“Se os membros do Sindicato dos Papeleiros querem continuar a greve, naturalmente têm todo o direito de fazê-lo. O objetivo da UPM continua a ser iniciar negociações comerciais específicas com o sindicato o mais rápido possível. As negociações são o único caminho a seguir. É importante que as negociações para novos contratos comecem com uma visão voltada para o futuro e determinação para encontrar a melhor solução para cada negócio e seu pessoal”, disse Jyrki Hollmén, vice-presidente de mercado de trabalho da UPM.
Pouco antes do início da greve, a UPM recebeu do sindicato dos papeleiros um e-mail com a proposta de um novo acordo coletivo de trabalho, sem qualquer contato prévio para negociação. A proposta era praticamente o mesmo antigo acordo coletivo, que expirou no final de 2021. A UPM, no entanto, afirma que pretende ter negociações que sejam verdadeiramente colaborativas sobre os novos termos de trabalho.
Chama a atenção de que as tarefas essenciais para a sociedade não foram excluídas da greve neste caso. Mesmo que as negociações ainda não tivessem sido iniciadas, o sindicato anunciou, durante o outono, que, durante a possível greve, essas ações só poderiam ser realizadas sob o antigo acordo.
Bem antes da greve, a UPM anunciou uma indenização adicional a prazo fixo para aqueles que fossem trabalhar nas fábricas e fizessem trabalhos extras por causa da greve. Com esta iniciativa, a UPM queria garantir que os salários não fossem um motivo para o funcionário se abster de tarefas críticas para a sociedade, minimizando os efeitos das paralisações para as partes externas.
A UPM informou que atenderá seus clientes de suas fábricas fora da Finlândia na medida do possível. Até o momento, a companhia não divulgou estimativas dos impactos econômicos das greves.















