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Uruguai autoriza aumento de produção de polêmica fábrica de celulose

O governo uruguaio anunciou nesta quarta-feira sua autorização para que a fábrica de celulose UPM aumente sua produção em 100 mil toneladas anuais desde que cumpra uma série de requisitos ambientais. O anúncio foi realizado pelo presidente José Mujica em uma declaração à imprensa em seu escritório, na qual destacou que a decisão se deve ao fato de já “não restar espaço para negociar” com a Argentina, cujo governo se opõe à ampliação da produção da fábrica. “Autorizamos a aumentar a metade do que a empresa nos solicitou há dois anos, 100 mil toneladas, com caráter provisório, ou seja, revogável, porque estamos exigindo a instalação de uma torre de esfriamento para assegurar que os fluidos que cheguem ao rio tenham temperaturas abaixo dos 30 graus”, detalhou Mujica.

Além disso, o presidente uruguaio afirmou que a empresa será obrigada a “rebaixar” o conteúdo de fósforo dos resíduos que atualmente verte no rio Uruguai. Em um tom sério e sem aceitar perguntas, Mujica ressaltou que “a função de governar, às vezes” obriga a tomar “decisões dolorosas” já que é preciso “priorizar o interesse nacional” apesar de isso afetar “outros fatores que também são importantes”. “Temos que lamentar esta decisão. É inoportuna, particularmente para a Argentina, porque está imersa em processo eleitoral e ali o clima político não é o adequado para haver razoabilidade”, disse o ex-guerrilheiro de 78 anos.

O anúncio do presidente foi feito após ter analisado com o chanceler Luis Almagro a reunião que este manteve na terça-feira em Buenos Aires com seu colega argentino, Héctor Timerman, para resolver a nova polêmica bilateral surgida pela fábrica de celulose. Esta fábrica está instalada na cidade uruguaia de Fray Bentos, a margens do rio Uruguai, na costa da cidade argentina de Gualeguaychú, e sua construção representou o maior investimento individual da história do Uruguai com US$ 1,800 bilhão. Sua instalação foi motivo do pior conflito em décadas entre Uruguai e Argentina e derivou em um julgamento na Corte Internacional de Justiça de Haia e no bloqueio durante três anos da mais importante ponte que une os dois países pelos moradores de Gualeguaychú.

Após o pedido do aumento de produção da fábrica de celulose, a Argentina anunciou de forma taxativa sua oposição a dita iniciativa, ao mesmo tempo em que os moradores de Gualeguaychú, que se opuseram à usina em um primeiro momento, ameaçaram voltar a bloquear a principal rota entre os países.

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Fonte: noticias.r7.com