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VEJA AS EXPECTATIVAS DA KLABIN PARA 2015 APÓS PARALISAÇÃO PARCIAL DE MÁQUINAS

KLA

Resultado segue aumento de produção

No quarto trimestre de 2014, companhia registrou queda de vendas de 7%

Após o processo de paralisação parcial de máquinas no quarto trimestre de 2014, por conta da expansão da produção, a Klabin espera que em 2015 a evolução dos volumes e do resultado financeiro da companhia acompanhe o avanço da capacidade produtiva, segundo Fabio Schvartsman, presidente da Klabin, em teleconferência com analistas e investidores.

“Os desafios de 2015 são mais macroeconômicos que operacionais para a Klabin. Estamos com plena capacidade produtiva restaurada e expandida. Para 2015, esperando um resultado proporcional ao aumento de capacidade do exercício de cerca de 200 mil toneladas”, diz Schvartsman.

Queda de vendas
No quarto trimestre, a companhia registrou queda de vendas de 7% devido a redução dos volumes de produção, uma vez que a companhia teve que intervir nas máquinas temporariamente para expandir a produção.

Em termos de demanda, o executivo aponta que mesmo nos mercados domésticos onde a companhia atua a demanda permanece aquecida, não registrando quedas, inclusive, após retomada da capacidade produtiva, a companhia estaria apresentando um desempenho positivo em janeiro e fevereiro, sinalizando um primeiro trimestre melhor que o quarto trimestre do ano passado.

“Os mercados domésticos não têm apresentado quedas e isso vem ajudando num desempenho no período [janeiro e fevereiro] seja consistente. Com o aumento de capacidade, se deve observar um aumento de exportações da companhia, principalmente pelo câmbio favorável”, diz o presidente da companhia.

Prejuízo
O prejuízo líquido da companhia somou R$ 127 milhões no trimestre. O prejuízo foi afetado sobretudo pela piora no resultado financeiro da empresa, com aumento das despesas financeiras e impacto negativo das variações cambiais líquidas – efeitos que já eram esperados pelo mercado.

Entre outubro e dezembro, a companhia somou lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 508 milhões, alta de 15% na comparação anual e acima de projeção média de analistas, de R$ 469,5 milhões.

Projeto Puma
A Klabin informou que o avanço do Projeto Puma segue dentro do cronograma e orçamento, com 45% do avanço físico em janeiro.

“Estamos em fase acelerada do projeto. Temos hoje mais de 9 mil pessoas no site, devemos atingir o pico da obra em março e continuamos indo bem, dentro do cronograma e orçamento previsto, mantendo a expectativa de início de operação no primeiro trimestre de 2016”, afirmou Schvartsman.

O projeto Puma é o maior da companhia, orçado em R$ 5,8 bilhões, e deve fazer a Klabin dobrar de tamanho até 2016. Com capacidade de produção de 1,5 milhão de toneladas anuais, a operação prevê a produção de 1,1 milhão de toneladas de fibra curta e 400 mil toneladas de fibra longa, com parte voltada para a fabricação de fluff.

Energia
Embora esteja aumentando as preocupações com pressão de custos de energia, a Klabin deve ter um impacto limitado no caso de um racionamento energético, segundo Fabio Schvartsman.

“A Klabin deve ser muito pouco afetada por uma crise de energia. Na hipótese de racionamento, teremos que reduzir compra de energia no mercado ou faremos ajuste via redução da fabricação interna de componente, com a compra externa desses componentes, ou ainda, se necessário, vamos reduzir nossa capacidade produtiva e cortar exclusivamente produtos de margem muito pequena e de máquinas antigas”, explicou Schvartsman.

Raci0namento
Segundo o executivo, o cenário que se desenha considerando um racionamento, deve se manter não apenas em 2015, mas se estender por outros anos, o que poderia inclusive beneficiar a companhia, após a entrada em operação do Projeto Puma.

“Com a entrada do projeto Puma, a Klabin será superavitária em energia. Vamos vender excedente de energia no mercado a partir de 2016”, diz o presidente da companhia.

O projeto Puma prevê uma autogeração de 270 megawatts de energia, sendo que apenas 120 MW serão utilizados pela companhia. A capacidade excedente de 150 MW que será disponibilizada para o sistema elétrico seria capaz de atender até 500 mil habitantes.

Apesar de estimar o baixo impacto, se os custos com energia na cadeia pressionarem reajustes de preços de celulose no setor, a companhia também deve acompanhar esse aumento.

monitormercantil.com.br