Valmet bate recorde histórico de vendas para o mercado de tissue na América Latina no primeiro semestre de 2026
Em entrevista ao Talk Tissue, no Centro de Tecnologia da Valmet em Karlstad (Suécia), o diretor de Tissue e Packaging para a América Latina, Rogério Berardi, detalhou os três pilares por trás do desempenho, comentou a dinâmica de globalização da indústria de tissue e antecipou o que esperar dos próximos anos para a região.
A Valmet encerrou o primeiro semestre de 2026 com o melhor desempenho de vendas de linhas de conversão da sua história na América Latina. Foram 11 linhas comercializadas no período, das quais sete da família Constellation, de alta capacidade e alta tecnologia. O portfólio também incluiu uma linha X3, de entrada, e duas Perini MyGo, sendo uma delas configurada para o segmento institucional, atendendo perfis distintos de clientes em diferentes países da região, com destaque para Brasil, México e Colômbia.
Para Rogério Berardi, o resultado se sustenta em três pilares. O primeiro é a proximidade com o cliente, viabilizada por um time comercial bem capacitado na América Latina. O segundo é a amplitude do portfólio, que cobre desde máquinas de entrada até as linhas de alta tecnologia, passando pelas intermediárias, e permite à Valmet atender tanto grupos familiares quanto grandes fabricantes. O terceiro é a capacidade produtiva global da companhia, distribuída entre Brasil, Lucca (Itália) e Nantong (China), o que garante prazos de entrega competitivos sem sobrecarregar nenhuma das unidades.
A operação de Joinville, no Brasil, é peça-chave dessa estrutura. Com mais de 200 profissionais dedicados, o time local responde pela comercialização e pelo start-up das linhas em toda a região, do México à América do Sul. Para Berardi, essa combinação entre alcance global e capilaridade regional é o que permite à Valmet sustentar um número elevado de projetos simultâneos em uma indústria pulverizada, com clientes de diferentes portes e perfis.
Olhando para os próximos anos, o executivo projeta continuidade do crescimento na América Latina, sustentado por uma expansão do consumo per capita entre 3% e 5% ao ano, condicionada ao desempenho econômico dos países da região. Já em relação à produção local, ele pondera que a indústria de tissue se tornou definitivamente global: bobinas chinesas e indonésias têm entrado com força na América do Sul, ao mesmo tempo em que bobinas brasileiras e sul-americanas seguem para a América do Norte e a Europa. Esse fluxo ajuda a explicar por que os investimentos atuais estão concentrados em linhas de conversão, e não em novas máquinas de tissue.
Berardi também aponta a continuidade do movimento de consolidação na região, com aquisições de fabricantes menores por empresas maiores, inclusive de capital internacional, como uma tendência estrutural para os próximos ciclos da indústria latino-americana.


















