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Celulose Notícias

Uma pandemia, muitas oportunidades de evolução colaborativa

Quem vem comigo?
Por Mauricio Harger, diretor-geral da CMPC Brasil

Ainda não temos a exata certeza do caminho que ainda teremos que percorrer até passar por esta pandemia. Mas, por mais duras que sejam, as crises passam. E junto a todas as suas dores, trazem oportunidades: de um recomeço, uma reconstrução, quem sabe, do mais contemporâneo clichê, de um “novo normal”.

Em recente artigo publicado pela revista MIT Technology Review, uma pesquisa conduzida pela Ernst & Young com mais de 100 líderes globais apontou que, a longo prazo, os executivos acreditam na possibilidade de criar um futuro melhor. Nesta mesma linha, o ex-presidente americano Barack Obama, em entrevista para o The Guardian e dirigiu aos mais jovens e disse “vocês não precisam aceitar o mundo como ele é. Vocês podem criar um mundo como ele poderia ser”.

Mauricio Harger, diretor-geral da CMPC Brasil

No entanto, para sairmos do outro lado desta caminhada com força e visão para realizar a transformação que queremos, devemos ser humildes para perceber os sinais que o mundo está passando para a humanidade agora. O entendimento de conceitos como cooperação, solidariedade, cuidado e respeito em todas as relações, inclusive com a natureza, tem se ressignificado. Estamos vendo cada vez mais o poder público, iniciativa privada, sociedade civil, juntos, sentados em uma mesa, discutindo em prol de um bem comum, como cada ator pode contribuir.

É comprovado que iniciativas sociais bem desenhadas, com olhar no longo prazo, diálogo com o público, entendimento das necessidades e potenciais da região e propósito em construir legados, geram valor compartilhado e desenvolvimento em comunidades, ofertando empregos, renda e ganhos sociais. É preciso cooperação.

A mesma cooperação que vimos emergir como uma onda gigantesca de solidariedade, que atingiu um nível histórico de mais de R$ 5 bilhões em doações, segundo a ABCR (Associação Brasileira de Captadores de Recursos). De norte a sul, entre aportes financeiros, equipamentos de saúde, apoio para hospitais de campanha, máscaras cirúrgicas distribuídas a sistemas públicos de saúde de diversos estados, entre outros. Fato é que temos que nos apossar deste sentimento de empatia, desta positiva ansiedade de ajudar o próximo e iniciarmos um processo de transformação de nossa realidade.

Batalhamos diariamente dentro de nossas empresas, cidades, estados e países. Revisitamos protocolos de segurança, medidas de precaução, buscamos fortalecer tudo o que é possível para manter a segurança de todos. Mas este vírus chegou para nos fazer refletir e entender que devemos ser colaborativos. Eu dependo de você e você depende de mim. Agir isoladamente nos fará correr na via contrária. Por enquanto, não há barreiras para este inimigo. E isto vale para cooperação entre nações, líderes, companhias ou qualquer que seja a instância. O esforço deve ser coletivo.

Assim como deve ser coletivo o cuidado com a natureza. Ela nos enviou sinais atrás de sinais de que estava precisando de ajuda. O coronavírus não se fez sozinho, foi consequência da ação do homem, de nós mesmos. Precisamos rever nossa relação com o ambiente e zelar pelos nossos recursos, ao invés de simplesmente usá-los. O ser humano tem que sentir este choque que o mundo nos deu.

Chegou o momento da sustentabilidade sair do discurso e entrar em cena. A natureza pode ser produtiva, gerar riqueza, renda, agregar valor ao produto e ser preservada. O mundo converge para esta direção. Bioeconomia é tema central dos debates de retomada econômica de qualquer nação atualmente. Apesar do momento ambiental turbulento pelo qual passamos, temos espelhos, como a indústria de celulose, que mostram que o Brasil é capaz de aliar produtividade com conservação; criar empregos mesmo longe de grandes centros e trazer divisas ao país. Mas é preciso agir com inteligência e organização, inclusive para deixar um futuro digno para as próximas gerações.

Temos que dar as mãos, não há outra solução. Muita coisa ainda vai mudar. Se será para melhor, depende de como vamos agir. É imprescindível manter a confiança e aprender com as experiências que estamos passando. As relações humanas precisam evoluir. O envolvimento entre homem e natureza precisa ser mais respeitoso. Precisamos nos enxergar como parte do mundo e não como donos do planeta. É um momento ainda muito incerto. Mas a sociedade tem uma oportunidade de provocar um recomeço. Façamos valer a pena.

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