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“Celulose teve impacto positivo devido ao consumo de tissue”, diz Mauricio Harger

Diretor-geral da CMPC no Brasil opinou sobre diversos temas, como o impacto da pandemia do coronavírus na economia, as lições deixadas pela crise sanitária e a expectativa de retomada no pós-crise

Na última semana, o diretor-geral da CMPC no Brasil, Mauricio Harger, participou da estreia do Painel Atualidade, novo quadro semanal da Rádio Gaúcha, e opinou sobre diversos temas, como o impacto da pandemia do coronavírus na economia, as lições deixadas pela crise sanitária e a expectativa de retomada no pós-crise.

Com sede em Guaíba, a CMPC no Brasil produz matéria-prima biodegradável para fabricação de produtos de papel tissue e embalagens. O grupo possui mais de 17 mil trabalhadores em oito países, sendo 6,5 mil deles no Brasil.

Para o executivo, o início da crise provocada pela pandemia teve impacto positivo no setor de celulose, impulsionado, principalmente pelo consumo de tissue. Harger destacou que a busca desproporcional e desnecessária por papel higiênico gerou grande demanda de produção da área.

“Foi uma corrida real no mundo inteiro. Nas primeiras semanas, houve procura grande por celulose, em especial para esses itens de higiene básica. A gente teve essa necessidade, a gente teve de recusar alguns pedidos globalmente, no Brasil, na América Latina, porque as pessoas sentiram por algum motivo que isso poderia faltar. Felizmente, não faltou”, declarou.

Segundo Mauricio, em um segundo momento, a demanda diminuiu, principalmente devido à baixa procura por papéis para imprimir e escrever, em virtude da suspensão de aulas presenciais e a maior adoção de home office. O presidente da companhia também afirmou que o mercado deve encerrar o ano com demanda estável, “levemente negativa”.

Com relação ao cenário pós-pandemia, Harger defendeu que a retomada deva ser “mais verde do que era”. “Acho que esse tipo de pandemia, esse tipo de doença, nos traz algumas reflexões no quesito de como estamos nos relacionando com o meio ambiente, com o mundo, com o planeta. Como estamos tratando nossos resíduos, nosso lixo, como a gente está olhando para o saneamento. Isso tudo está conectado. Acho que esse é o nosso papel, aproveitar esse momento, fazer as reflexões devidas e trazer para a discussão como é que a gente retoma a economia de uma maneira mais sustentável”, avaliou.

Para Harger, no segundo semestre, deve haver “um pouco mais de claridade”. “É difícil dizer exatamente a data, a gente tem expectativa de que, em setembro ou em outubro, volte a um pouco mais próximo da realidade que a gente conhece, mas voltar à realidade, acho que à nova realidade, é algo que a gente tem pensado. Mais do que pensar no planejamento, quando volta, nós temos nos dedicado muito nesse momento a ser protagonistas em ajudar a sociedade para que isso seja reduzido com o menor tempo possível e com menor impacto possível”, ponderou.

Por fim, com relação ao impacto social deixado pela pandemia, Mauricio refletiu sobre a importância da solidariedade. “O que fica para a gente é essa grande capacidade que nós tivemos, como sociedade, empresa, cidadão, governo, de cooperar, colaborar em termos de solidariedade, em termos de valor compartilhado. Se a gente quantificar inúmeros investimentos, doações, construções que foram feitas. É um aprendizado que a gente deveria e tirar e ficar. Em especial, as nossas dificuldades que tivemos para adquirir máscaras, nós trasladamos em produzir as máscaras e, além de produzir para os nossos colaboradores para proteção deles, doamos. Essa é a grande lição, a cooperação, a capacidade de mobilizar em prol da causa vida. É algo que a gente deveria manter”, encerrou.

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