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Teste do Inmetro reprova seis marcas de papel higiênico

Uma reportagem exibida ontem (19/10/2014) no Fantástico, da Rede Globo, mostrou um teste promovido pelo Instituto Inmetro com 11 marcas analisadas, confira:

Por ano, são utilizados quase 5 bilhões de rolos só no Brasil. Instituto avaliou as marcas mais vendidas no mercado.

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O Inmetro avaliou as marcas mais vendidas no mercado. E, olha, algumas delas ficaram bem enroladas. Confira o relatório completo!

Um item de necessidade básica e também dos mais consumidos. Por ano, são utilizados quase 5 bilhões de rolos só no Brasil.

“O Inmetro resolveu fazer o teste em papel higiênico em função de reclamações dos consumidores. A reclamações elas tratavam tanto da qualidade do papel higiênico quanto da questão metrológica. Ou seja, se o produto tem as dimensões que promete ter na embalagem”, explica a pesquisadora do Inmetro Maria Luiza Martins.

Onze marcas foram analisadas, divididas em duas categorias: folhas simples e folhas duplas.

Folhas simples: Carinho Plus; Carrefour; Karino; Personal; Qualitá.

Folhas duplas: Bom Preço; Cotton Deluxe; Dualette Ultra; Mirafiori; Neve; Tenderly.

Foi uma bateria de testes e análises. Mas dois quesitos apresentaram problemas, então vamos a eles:

O primeiro mediu a resistência à tração, ou seja, a resistência na hora de puxar. Papel que rasga no meio, e não no pontilhado, pode aumentar o desperdício. Ou seja, vai gastar mais. Nesse quesito, uma marca de folha simples foi reprovada: Karino.

O segundo teste que apresentou problemas foi o metrológico, que avaliou o comprimento e a largura dos rolos e dos tubos que ficam no meio. No comprimento, tudo ok.

Já na largura, que deve seguir um padrão de, no mínimo, 100 milímetros, o equivalente a 10 centímetros, uma marca de folha simples e quatro de folha dupla ficaram devendo: Qualitá; Bom Preço; Cotton Deluxe; Neve; e Tenderly.

Resultado final: das 11 marcas, 6 foram reprovadas: Qualitá; Karino; Bom Preço; Tenderly; Cotton Deluxe; e Neve.

Os responsáveis pela marca Cotton Deluxe, que tinha largura menor que o padrão, disseram que compensam a largura com um comprimento, e por isso não veem prejuízo ao consumidor.

O fabricante da marca Qualitá alega que o motivo de os rolos terem a largura menor pode ser por causa do armazenamento, o que teria causado uma compressão nos rolos.

A empresa da marca Bom Preço botou a culpa da variação na largura na maciez do papel.

A marca Tenderly disse apenas que não se opõe aos resultados.

Já o fabricante do Neve discordou da metodologia do Inmetro.

E o fabricante do papel Karino, reprovado no teste de resistência à tração, não quis se manifestar.

Confira o vídeo da reportagem:

G1.globo.com

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