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Celulose Notícias

Suzano tem prejuízo líquido bilionário no primeiro trimestre

suzano vista aerea

Apesar de ter melhora nos resultados operacionais, companhia sofreu os impactos da desvalorização do real

A Suzano, maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, encerrou o primeiro trimestre com prejuízo líquido de R$ 13,4 bilhões, comparável a R$ 1,2 bilhão um ano antes. O resultado pode ser explicado pelo impacto negativo da desvalorização de 29% do real ante o dólar na dívida e pelo resultado negativo com operações de hedge cambial.

No entanto, em termos operacionais, os resultados da companhia melhoraram na comparação anual e o período foi marcado por recorde de vendas de celulose, com 2,9 milhões de toneladas. A gigante de celulose reduziu, em mais 500 mil toneladas, os estoques da fibra, que estavam acima dos níveis normais.

celulose-suzano

A receita líquida da companhia subiu para R$ 6,98 bilhões (22%) no trimestre, enquanto o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda ajustado) avançou 10%, a R$ 3,03 bilhões, mediante ao forte crescimento nas vendas de celulose.

A perda na última linha do balanço é motivada pelo resultado financeiro negativo de R$ 22,4 bilhões no trimestre, contra R$ 1,9 bilhão negativos no ano anterior. As operações com derivativos causaram perda de R$ 9 bilhões e o impacto da variação cambial na dívida foi negativo em R$ 12,4 bilhões.

No final do trimestre, a alavancagem financeira da Suzano estava em 4,8 vezes em dólares, abaixo das 4,9 vezes em dezembro.

No trimestre, a geração de caixa operacional da Suzano cresceu para R$ 2,34 bilhões (31%).

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INVESTIMENTOS

A companhia informou, em comunicado nessa quinta-feira, 14, uma redução de 4,6% nos investimentos previstos para 2020, para R$ 4,2 bilhões.

Segundo a Suzano, o ajuste se dá, sobretudo, em função de reduções dos gastos em manutenção, “devido a ações na gestão de pagamentos de projetos e postergações de paradas programadas de manutenção, sem redução de escopo”.

A empresa reduziu, em R$ 100 milhões, os gastos em manutenção industrial, de R$ 700 milhões para R$ 600 milhões.

A outra redução acontece na área de expansão e modernização, que reduziu suas despesas de R$ 300 milhões para R$ 200 milhões.