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Suzano converte parte da produção de papéis para imprimir para fabricar mais papel cartão

A mudança ocorre em virtude da crescente demanda por produtos à base de papel cartão branco, que é utilizado em embalagens de medicamentos, cosméticos e alimentos

A Suzano está mudando parte da produção de papel para imprimir e escrever em suas fábricas para produzir mais papel cartão pesado, embalagens flexíveis e papéis especiais, materiais que se tornaram altamente valorizados no Brasil.

De acordo com Fábio Almeida Oliveira, diretor de papel e embalagens da empresa, a mudança ocorre em virtude da crescente demanda por produtos à base de papel cartão branco, que é utilizado em embalagens de medicamentos, cosméticos e alimentos.

Operando três fábricas de papel, a companhia informou que passou a converter “uma pequena parte” de suas operações de papel de impressão para a fabricação de papel cartão, embalagens flexíveis e papéis especiais, sem, no entanto, revelar a capacidade convertida.

A companhia vem se beneficiando dos novos hábitos de consumo provocados pela pandemia, incluindo a alta do delivery de alimentos e do e-commerce, e a aceleração da substituição de embalagens plásticas por embalagens feitas de papel.

Mesmo com a reabertura de restaurantes após as restrições por conta da Covid-19, a empresa está comercializando mais canudos e copos de papel.

Essas tendências impulsionaram um crescimento inesperado de 27% na demanda do mercado por papel cartão da Suzano até julho deste ano, segundo Oliveira. “Isso está bem acima de qualquer uma de nossas expectativas”, disse.

Antes, a companhia escoava um terço de sua produção de papel cartão, mas agora está focando mais a sua atenção no mercado interno, conforme o executivo.

A mudança acontece quando alguns países, incluindo os EUA, estão com falta de papéis de impressão devido a gargalos na cadeia de suprimentos, que impedem que regiões com escassez importem dos países com superávit, de acordo com Oliveira.

Apesar dos gargalos de logística, o mercado global de papel para imprimir e escrever ainda está com excesso de oferta, o que representa uma perspectiva de declínio a longo prazo em virtude da digitalização – e um bom sinal da mudança da Suzano para papelão mais pesado, embalagens flexíveis e papéis especiais. “Nossa conversão para papel cartão, embalagens flexíveis e papéis especiais tende a crescer ano a ano”, concluiu.

Fonte
Bloomberg
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