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Suzano alcança fatia de mais de 8% no mercado de tissue

Hoje, a gigante de celulose inaugura oficialmente sua quinta fábrica de papel higiênico no Brasil, em Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Espírito Santo

Maior produtora de celulose de eucalipto no mundo, a Suzano também vem se consolidando cada vez mais no setor de tissue. Hoje, 22, inaugura oficialmente sua quinta fábrica de papel higiênico no Brasil, desta vez, em Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Espírito Santo. Com menos de três anos de atuação no segmento, já alcançou participação de 8,3% no cenário nacional. Tem presença mais relevante no Norte e Nordeste do país, estados onde é líder com fatias de 61% e 28%, respectivamente.

De acordo com o diretor de bens de consumo da Suzano, Luís Bueno, essa unidade de negócios, na prática, surgiu como uma “startup” dentro de uma grande companhia, onde vem evoluindo desde então. “Esse modelo é exemplo de como trazer velocidade e empreendedorismo dentro de um grande grupo”, comenta.

A nova unidade fabril permitiu à Suzano alcançar 130 mil toneladas anuais de capacidade instalada de conversão de papéis higiênicos, para uma produção anual de 160 mil toneladas. A princípio, as 30 mil toneladas de papel extras são exportadas, mas poderão abastecer uma nova operação de conversão da empresa no futuro.

A fábrica de tissue da Suzano em terras capixabas recebeu investimentos de R$ 130 milhões, entre recursos da organização e créditos acumulados de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que estão sendo aplicados no estado.

A produção é de 30 mil toneladas anuais, ou de 1 milhão de rolos de papel higiênico por dia. Trata-se da primeira fábrica da Suzano a converter tissue, fabricado na fábrica de Mucuri (BA), para papel higiênico de folha tripla.

Outra possibilidade é que a unidade produza papel de folha dupla, sob as marcas Mimmo e Max Pure. Inicialmente, o papel de folha tripla leva a marca Mimmo, mas a Suzano irá desenvolvê-lo para a Max Pure, que tem foco nos grandes atacados.

A fábrica está em atividade desde fevereiro, e sua instalação abre oportunidades de crescimento para a empresa no mercado de tissue da região Sudeste. Ao mesmo tempo, libera capacidade produtiva para crescer no mercado nordestino. “Com essa unidade, é possível fazer a redistribuição de atendimento a clientes”, entrega Luís Bueno.

Anteriormente, a Suzano já tocava quatro unidades de bens de consumo, instaladas em Mucuri (BA), Imperatriz (MA), Belém (PA) e Maracanaú (CE), com atendimento principalmente nas regiões Norte e Nordeste. Seus produtos, no entanto, já estão presentes em todas as regiões do país, à exceção do Sul, mercado para o qual a companhia ainda não tem planos, pelo menos no curto prazo. No Espírito Santo, já alcançou uma fatia de mercado de 18%; nos demais estados do Sudeste, a participação é menor.

 

CRESCIMENTO DO SETOR DE TISSUE

Apesar de a Suzano não revelar o volume de vendas ou a receita da unidade de bens de consumo, o segmento de tissue é promissor no país. Em 2020, o mercado brasileiro cresceu 10% em receitas, alavancado também pela pandemia do coronavírus. Na última década, a taxa de crescimento anual foi de 10% e a expansão deve continuar ocorrendo no médio e longo prazo.

Há, ainda, uma tendência acelerada de migração de papéis higiênicos de folha simples para a folha dupla e, mais recentemente, da dupla para a tripla.

Fonte
Valor Econômico
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