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Celulose Notícias

Ressurgimento de títulos prova que plano da Suzano funcionou

A empresa está reconquistando investidores à medida que os gastos começam a dar frutos

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Há três anos, a Suzano Papel Celulose SA alarmou os detentores de títulos ao embarcar em uma expansão que a transformou na fabricante de polpa mais endividada da América Latina. Agora ela está reconquistando investidores à medida que os gastos começam a dar frutos.

Os US$ 650 milhões em notas com vencimento em 2021 da empresa com sede em São Paulo retornaram 8,4 por cento neste ano, quase o dobro do ganho dos títulos emitidos por sua rival mais próxima, a Fibria Celulose SA.

O ganho médio para os 355 títulos junk em mercados emergentes foi de 4,8 por cento. Os rendimentos nos títulos da Suzano caíram 1 ponto porcentual para a maior baixa em um ano, de 5,2 por cento.

A fábrica de US$ 3 bilhões da Suzano no Maranhão ajudou a impulsionar sua capacidade de produção de polpa em 80 por cento, possibilitando à empresa cortar os gastos de capital e gerar dinheiro suficiente para reduzir a dívida.

Em outubro de 2011, os rendimentos dos títulos da Suzano subiram ao recorde de 7,8 por cento e os níveis de dívida custaram à companhia seu grau de investimento.

“O projeto no Maranhão agora está finalizado e a Suzano parece comprometida a reduzir a alavancagem”, disse Klaus Spielkamp, diretor de renda fixa na Bulltick Securities LLC, por telefone de Miami. “A empresa dará um salto se seguir adiante”.

A razão entre a dívida líquida da Suzano e os lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização caiu para 4,6 vezes nos três primeiros meses do ano, a menor desde o segundo trimestre de 2012, de acordo com os dados compilados pela Bloomberg.

Perspectiva de classificação

“A alavancagem continuará a cair durante os próximos trimestres”, disse o CEO da Suzano, Walter Schalka, em entrevista telefônica no dia 12 de maio de São Paulo.

A empresa está analisando a venda de títulos para comprar de volta dívida mais cara e estender o vencimento, disse ele.

A Suzano está classificada dois níveis abaixo do grau de investimento como BB pela Standard Poor’s e como o equivalente a Ba2 pela Moody’s Investors Service.

O analista da S&P, Diego Ocampo, disse que a empresa de classificação pode revisar a perspectiva do grau de negativo para neutro se a taxa de endividamento da Suzano for cinco vezes menor até o fim do ano.

“Ela está no caminho certo”, disse ele por telefone de Buenos Aires.

Frederico Tebechrani, analista de pesquisa de crédito corporativo do Banco Pine, disse que é improvável que os títulos da Suzano obtenham mais ganhos, pois os benefícios da nova fábrica já estão refletidos nos preços de vendas.

“Somos neutros em relação a este título”, disse ele em relatório do dia 12 de maio. “Agora que a nova fábrica já está em funcionamento, o processo de desalavancagem já está incluído no preço”.

A Suzano disse que as vendas aumentaram 19 por cento para R$ 1,4 bilhão no primeiro trimestre, uma alta recorde para um primeiro trimestre.

A alavancagem da empresa continuará a cair à medida que a maior produção oriunda da fábrica do Maranhão impulsionar a receita, de acordo com Alan Glezer, analista de polpa e papel no banco de investimento Bradesco BBI.

“A tendência a cair deve continuar”, disse ele em relatório do dia 12 de maio.

exame.com

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