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‘Papel e Celulose’ Nacional: A Região Centro-Oeste e a mão de obra especializada

CENTROOESTE

Entre 2014 e 2015, o foco é formar capacitação no centro-oeste brasileiro

A indústria de papel não para de crescer; isso é fato, entra crise, sai crise, ela consegue se manter firme no quadro mercadológico nacional, e com esse panorama, há uma visão sólida do país, especialistas garantem que não há páreo no mundo para a eficiência dos processos de papel e celulose no Brasil.

Território não é problema no Brasil, e o desejo de expansão das industrias, também é grande, por isso vemos cada vez mais as companhias se alastrando pelo país, sobretudo em regiões anteriormente esquecidas, como a região centro-oeste, por exemplo; mas o que faz as empresas se instalarem em regiões sem nenhum respaldo no setor?

Uma das preocupações mais determinantes era de fato, com a mão de obra, afinal hoje em dia, não é interessante para nenhuma companhia, a importação do serviço especializado, o mais correto e rentável para ambas os lados, é que ele seja local. Existe hoje no Brasil, uma dificuldade pungente que vem assombrando a indústria brasileira de papel e celulose, cerca de 72% das empresas lidam com problemas na hora de contratar pessoal especializado.

Porém como já dito, há regiões no país que nunca tiveram contato com a indústria do papel e seus processos; com isso, como barreira a ser superada, como consequência dessa escassez, as indústrias vem investindo no treinamento e na capacitação de mão de obra especializada. 57% é o crescimento previsto para o setor até 2020, ou seja, tendenciosamente a indústria vai mais do que dobrar de tamanho.

Entre 2014 e 2015, o foco é formar capacitação no centro-oeste brasileiro, cidades como Três Lagoas, no interior do MS, tem ganhado destaque e até título de ‘capital da celulose’. Hoje, a cidade produz 1,3 milhão de toneladas de celulose por ano, sendo a maior parte exportada pela Fibria e o restante fornecido diretamente para a vizinha International Paper, de onde saem 200 mil toneladas por ano de papel. A parceria entre as duas empresas cumpriu a promessa dada à cidade nos anos 80 e inseriu Mato Grosso do Sul na geografia do setor.

A vinda de grandes industrias para esses polos incentivou a própria população a investir e procurar treinamento. Todavia, para que essa perspectiva, sempre promissora acompanhe os números, é primordial um quadro eficiente de mão de obra. Esperamos que a as companhias invistam cada vez mais na formação e na capacitação, pois a demanda não para de aumentar.

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