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“O mundo da MFC é vasto”, diz especialista em Refinação da Valmet

Roberto Franchini participou do último Painel Tissue Online, que debateu os benefícios e desafios da celulose MFC

O último Painel Tissue Online discutiu um assunto com forte relevância ambiental na indústria papeleira, a celulose microfibrilada MFC, uma matéria-prima florestal de origem renovável que pode ser empregada em diversos segmentos. Um dos participantes do programa foi Roberto Franchini, especialista em Refinação da Valmet.

Considerando sua base florestal, o papel é uma das primeiras aplicações que vêm à mente. Nesse sentido, Roberto falou a respeito dos aspectos econômicos e tecnológicos da celulose MFC. “Esta é uma viagem sem volta, é o que teremos adiante, é o próprio uso da fibra, o desenvolvimento agregado ao valor que ela tem. Nós, por parte da Valmet, trabalhamos no desenvolvimento porque é um campo ainda muito vasto, há algumas questões que necessitam a médio/curto prazo serem vencidas. Sem dúvida, esse é um futuro que a MFC traz para a área da aplicação no papel e a redução de itens não fibrosos no papel. Quanto menor a adição química, mais sustentável seria o processo”, explicou.

De acordo com Roberto, o mundo da MFC é vasto e, por isso, a Valmet vem desenvolvendo tecnologias e melhorando as já existentes em vários segmentos. “Com a MFC, pode-se trabalhar nos setores alimentício, cosmético, cimento, armazenamentos de energia, etc. A Valmet vem trabalhando tecnologias diferenciadas para cada segmento, e no momento, a ideia é a máxima redução possível do efeito de químicos no processo”, disse.

Um dos principais desafios para a aplicação da MFC, de acordo com o especialista, é a questão logística. “Ela toma muito volume, então a parte de transporte é cara. Fazendo um comparativo, é quase o mesmo problema que a indústria de tissue tem com o transporte: é um produto extremamente leve e volumoso, então a indústria trabalha para otimizar essa logística da melhor forma possível. A MFC também, mas ela tem uma característica do produto, tem um limite para poder ser ‘seca’; em um momento, ela começa a perder propriedade, então tem que fazer um balanço do que é o efeito econômico na logística e o que você tem de ganho de propriedades na fibra. É um produto difícil de lidar tanto na obtenção quanto no manejo, pois, para cada aplicação que estamos trabalhando, é preciso saber até que ponto você pode ‘secar’ para diminuir o volume e otimizar esse transporte, sem ter nenhum efeito negativo nas características e na própria aplicação da MFC”, concluiu.

Confira na íntegra o Painel Tissue Online: Celulose MFC:

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