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Novas tecnologias podem ajudar a ampliar o saneamento no Brasil

A Biosaneamento, startup contemplada por programa da Kimberly-Clark, já tem quatro tecnologias diferentes na área

Quase metade da população brasileira não possui cobertura da rede de esgoto. Por isso, a Kimberly-Clark, dona da marca Neve, busca incentivar o desenvolvimento de tecnologias para tratamento de água e esgoto com o projeto Banheiros Mudam Vidas.

“Hoje, 25% da população mundial usam nossos produtos todos os dias. Dentro de sustentabilidade, a Kimberly lançou recentemente sua estratégia global e um dos compromissos é melhorar a qualidade de vida e o bem-estar de 1 bilhão de pessoas em comunidades vulneráveis em todo o mundo até 2030, e um dos desdobramentos desse compromisso é que as pessoas possam desfrutar de água potável e saneamento”, comentou Carolina Mega Horaguti, gerente de marketing para Neve da Kimberly-Clark, no podcast inova.jor cast.

Dentro desse conceito, nasceu o projeto Banheiros Mudam Vidas. “Metade da população brasileira hoje não tem acesso a saneamento básico, são cerca de 87 milhões de pessoas que não têm cobertura de coleta de esgoto, 35 milhões sem acesso à água tratada e quatro milhões de pessoas não têm sequer um banheiro nas suas casas. Nesse contexto, um dos objetivos do projeto é gerar conhecimento de que o saneamento básico é um tema importante para a população brasileira”, completou Carolina.

O projeto Banheiros Mudam Vidas teve início em 2016. “Foi feito um projeto na região da Amazônia em parceria com o Unicef, onde impactamos cerca de 230 mil pessoas; em 2017, foi feito um piloto, entrando mais no mundo das tecnologias, apoiando empreendedorismo social. Em 2019, começamos uma nova etapa do projeto, que durou até parte de 2020, onde abrimos um edital para buscar iniciativas com foco em soluções para esse tema. Tivemos mais de 100 inscrições, das quais dez foram escolhidas e receberam uma mentoria por cinco meses, depois disso, elas tiveram que apresentar suas propostas para uma bancada que tinha desde executivos da Kimberly até profissionais técnicos do setor. Quatro foram selecionados e ganharam o capital-semente de R$ 50 mil cada uma e mais seis meses de mentoria”, contou a executiva.

Uma das startups contempladas pelo programa foi a Biosaneamento. “Foi muito relevante participar dessa aceleração. Acho que um aspecto muito importante foi a gente poder se enxergar, porque numa aceleração em que fomos convidados junto com outras inciativas de saneamento, a gente pôde ver o que tínhamos de diferente e o que poderíamos agregar; conseguimos perceber qual era a nossa vocação. Já temos quatro tecnologias diferentes, três de biodigestão, que produzem energia, e um sistema aeróbico industrializado. Um dos nossos objetivos é buscar sistemas descentralizados, que são essenciais para universalizar o saneamento básico”, explicou Luiz Fazio, da Biosaneamento.

Confira na íntegra o podcast: Como novas tecnologias podem ampliar o saneamento:

 

Fonte
Inova.jor
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