MRSUL e Cia. Canoinhas transformam transporte interno e elevam eficiência na indústria tissue
Projeto com mais de 1 km de esteiras aéreas eliminou empilhadeiras do piso fabril, aumentou a segurança e gerou ganhos operacionais mensuráveis
Cada vez mais, a busca por eficiência produtiva na indústria de papel tissue está diretamente ligada a um fator estrutural essencial: a organização do layout fabril e a otimização do fluxo interno de materiais.
Foi exatamente esse o desafio enfrentado pela Cia. Canoinhas, uma fabricante de tissue que, com o crescimento da operação ao longo dos anos, realizava integralmente o transporte de seus produtos acabados por meio de empilhadeiras. O processo era padrão e acontecia da seguinte forma: após a paletização no final da linha, o operador de empilhadeira retirava o material e o transportava até o destino final.
Esse modelo gerava três impactos principais:
- Alto fluxo de empilhadeiras circulando em meio aos colaboradores;
- Risco elevado de acidentes;
- Dependência operacional de mão de obra para manter o fluxo produtivo.
Segundo Nicolas Zaramello, engenheiro de aplicação da MRSUL, naquele momento, a empresa buscava preservar a integridade física da sua equipe. “Havia um fluxo muito grande de máquinas circulando no pátio junto com os colaboradores […] A maior preocupação deles era a segurança”, comentou.
A SOLUÇÃO PARA ESSA DOR? RETIRAR O FLUXO DO PISO E LEVAR PARA O ALTO
A engenharia da MRSUL propôs uma mudança estrutural que eliminava a movimentação de empilhadeiras no piso fabril e transferia o transporte para um sistema de esteiras aéreas.
O projeto contemplou a fabricação e integração de mais de 1 km de esteiras ao layout já existente da fábrica, com implantação concluída sem qualquer paralisação crítica da operação.
O grande diferencial foi a reorganização completa do fluxo interno sem a necessidade de deslocar as linhas produtivas, um desafio superado com planejamento preciso e engenharia aplicada. A solução foi concebida sob medida para a planta existente, garantindo ganho de eficiência, melhor aproveitamento de espaço e total continuidade operacional.
GANHOS OPERACIONAIS CONCRETOS: MAIS SEGURANÇA, PRODUTIVIDADE E EFICIÊNCIA
A implantação do novo sistema trouxe impactos diretos e mensuráveis para a operação, consolidando o projeto como um verdadeiro case de sucesso industrial. Entre os principais resultados, destacam-se:
- Aumento de segurança
Eliminação do tráfego de empilhadeiras no meio da operação, reduzindo drasticamente o risco de acidentes e tornando o ambiente fabril mais seguro.
- Aumento de produtividade
Com a implementação do sistema contínuo de esteiras, o fluxo interno passou a operar sem depender da liberação de circulação ou da disponibilidade de operadores de empilhadeiras, garantindo maior ritmo e previsibilidade.
- Redução de custos operacionais
Diminuição da necessidade de empilhadeiras e de operadores dedicados exclusivamente ao transporte interno.
- Liberação de área fabril
A retirada da movimentação no piso abriu espaço estratégico na planta, criando condições para futuras expansões.
Além disso, o projeto também incluiu o desenvolvimento de um elevador de carga da MRSUL com capacidade para 10 toneladas, ampliando a verticalização do transporte interno e potencializando o aproveitamento do espaço industrial.
ENGENHARIA 100% PRÓPRIA: DO PROJETO À MANUTENÇÃO
Um dos grandes diferenciais da MRSUL está na verticalização completa das soluções entregues. O projeto é conduzido integralmente pela própria empresa, garantindo padronização, controle de qualidade e alto desempenho em todas as etapas.
Esse modelo contempla:
- Desenvolvimento de engenharia realizado internamente: projetos concebidos sob medida, alinhados às necessidades específicas de cada planta industrial;
- Fabricação própria dos equipamentos: controle total sobre processos produtivos, materiais e padrões construtivos;
- Instalação executada por equipe própria: maior precisão na montagem e integração com o layout existente;
- Manutenção realizada pela própria empresa: continuidade técnica, conhecimento aprofundado dos sistemas e maior agilidade no suporte.
“Não subcontratamos terceiros. Atuamos desde o desenvolvimento até a manutenção dos equipamentos”, destacou Nicolas.
Esse modelo garante robustez estrutural, alto padrão de qualidade e maior durabilidade dos equipamentos – uma filosofia central da MRSUL, que projeta soluções industriais pensadas para operar com eficiência por décadas.
TENDÊNCIA PARA O SETOR TISSUE
O case da Cia. Canoinhas reforça uma tendência clara para a indústria de papel tissue: a verticalização do transporte interno como estratégia integrada de segurança, eficiência e expansão.
Em um ambiente fabril cada vez mais pressionado por metas de produtividade, exigências de compliance e limitação de espaço físico, decisões estruturais deixam de ser tratadas como custo operacional e passam a ocupar posição estratégica no planejamento industrial.
Mais do que otimizar o presente, a verticalização prepara a planta para o futuro – sustentando crescimento, reduzindo riscos e ampliando a capacidade competitiva da operação.

















