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Mercado de tissue continua extremamente saudável, diz executivo da Klabin

Executivos da companhia afirmaram que os mercados de papel e celulose estão registrando demanda forte também no quarto trimestre

Em teleconferência de resultados realizada nessa terça-feira, 29, executivos da Klabin afirmaram que os mercados de papel e celulose estão registrando demanda forte também no quarto trimestre. “Estamos com uma dose de otimismo para os próximos meses”, disse a analistas o diretor da unidade de celulose da Klabin, Alexandre Nicolini.

O executivo disse que o mercado de papéis tissue continua “extremamente saudável” e que a expectativa da Klabin para o crescimento da demanda de celulose no mundo em 2021 é de entre 1,2 milhão a 1,3 milhão de toneladas, sendo a maior parte em fibra curta.

A forte demanda vem permitindo à Klabin repassar um aumento de custos de cerca de dois dígitos em papelão e elevar preços da celulose para a China. A companhia anunciou alta de 20 dólares no preço da tonelada de celulose para a China a partir de novembro, e vê uma tendência de elevação dos preços da matéria-prima, em decorrência de paradas programadas para manutenção de fábricas do setor no fim deste ano e um nível de estoques baixo.

“No terceiro trimestre, que normalmente é o mais fraco, vimos a partir de agosto, uma retomada gradual do segmento gráfico, coisa que a gente nem tinha previsto, mas houve uma retomada em escolas e escritórios, alguns clientes retomaram compras em patamares normais”, comentou.

Flávio Deganutti, diretor da área de papéis da Klabin, declarou ver um crescimento “muito relevante” na demanda por papelão ondulado no Brasil. O presidente da companhia, Cristiano Teixeira, defendeu que a migração do consumo do varejo físico para o on-line, incluindo itens de supermercado como alimentos, tem feito crescer a demanda por papelão. “Parece que é uma mudança que veio para ficar”, avaliou.

O volume total de vendas da Klabin subiu em 14% no terceiro trimestre contra o mesmo período no ano passado e 6% na comparação sequencial. No segmento de papéis, o crescimento na comparação anual foi de 7%, guiado por um salto de 17% no segmento de kraftliner. Por fim, em celulose, a alta foi de 22% ano a ano.

De acordo com os executivos da Klabin, a unidade de celulose da empresa no Paraná, Puma I, vai parar para manutenção em dezembro, o que pode impactar no volume de vendas. No entanto, a empresa espera elevar a geração de caixa medida pelo Ebitda no quarto trimestre em relação ao mesmo período de 2019. Para 2021, no entanto, não há paradas programadas na unidade.

Com relação ao projeto de expansão de capacidade produtiva, o Puma II, Teixeira entregou que 57% das obras da primeira fase estão concluídas e que o investimento de 2020 é previsto em R$ 3,6 bilhões. Para o próximo ano, o montante deve cair para R$ 2,8 bilhões. A previsão é de que a primeira máquina de produção de papel do projeto entre em operação em julho de 2021.

Fonte
UOLReuters
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