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Kimberly-Clark vê lucro subir 33%

 Resultado do trimestre ficou ligeiramente acima do esperado por analistas; vendas no país superaram média

Kimberly-Clark vê lucro subir 33%

A Kimberly-Clark, fabricante do papel higiênico Neve e das fraldas Huggies, teve lucro líquido de US$ 547 milhões no quarto trimestre de 2019, aumento de 33% na comparação anual.

O lucro por ação da multinacional americana no período ficou em US$ 1,71, alta de 7% ante um ano antes. O resultado ficou ligeiramente acima do US$ 1,70 esperado pelos analistas.

A receita da dona dos absorventes femininos Intimus ficou em US$ 4,58 bilhões entre setembro e dezembro de 2019, uma pequena alta de 0,3% na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior. O resultado veio em linha com o consenso das projeções dos analistas.

“Durante todo o ano de 2019, entregamos um crescimento de 4% nas vendas orgânicas e no lucro por ação ajustados ambos à frente de nossa perspectiva original para o ano”, disse Mike Hsu, presidente da Kimberly-Clark, em comunicado ao mercado.

A geração de caixa da fabricante de bens de consumo no quarto trimestre foi de US$ 924 milhões, queda de 2,63% em base anual.

As despesas em 2019 somaram US$ 1,209 bilhão, sendo que aquelas relacionadas ao programa de reestruturação global, maiores que os US$ 877 milhões verificados em 2018. Em fevereiro do ano passado, a multinacional fechou uma fábrica de absorventes Intimus no Rio Grande do Sul, que funcionava há 23 anos.

Para 2020, a fabricante de bens de consumo projeta avanço de 1% na receita e lucro por ação entre US$ 7,10 e US$ 7,35.

Kimberly-Clark vê lucro subir 33%
Vendas no Brasil

A Kimberly-Clark informou que as vendas da categoria de cuidados pessoais nos países emergentes cresceram 1% no quarto trimestre de 2019. A empresa reportou vendas de US$ 2,2 bilhões no segmento, aumento de 1%.

Houve aumento do volume de produtos vendidos na Europa Oriental, Índia, África do Sul, mas queda na América Latina.

A Kimberly-Clark não detalhou o desempenho da operação brasileira no trimestre. No ano todo, porém, as vendas da empresa no Brasil cresceram 9%, acima da média dos países emergentes e em desenvolvimento no período, que foi de 6%.

O Brasil é o quarto maior mercado para a fabricante de bens de consumo, atrás de Estados Unidos-Canadá, Coreia do Sul e Reino Unido. Em entrevista, Gustavo Schmidt, presidente da subsidiária brasileira, disse que o país tem potencial para atingir o terceiro lugar, dependendo da variação do dólar.

Em apresentação para analistas, os executivos da empresa afirmaram que na América Latina, exceto Brasil e Argentina, foi notado aumento da volatilidade, mas com resultados ligeiramente positivos no Peru, Bolívia e Chile.

Segundo os executivos, as atualizações no portfólio de produtos da categoria de cuidados pessoais serão lideradas por China, Europa Oriental e América Latina.

Os mercados desenvolvidos fora da América do Norte registraram aumento de 1% nas vendas. A América do Norte teve aumento médio de 3%, sendo que em cuidados pessoais foi de 4% e produtos da divisão K-C Professional, 3%.

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